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A Crítica
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A desrespeitosa falta de energia elétrica

O problema é uma repetição aparentemente sem tomada de posição que represente mudança de comportamento por parte da concessionária

Publicado em 08/02/2024 às 11h18
A desrespeitosa falta de energia elétrica
Foto: Agência Brasil

A falta de energia elétrica está de volta nos bairros de Manaus. Embora Amazonas Energia, empresa concessionaria do serviço,  tenha informado que na quarta-feira (7), três bairros e três áreas rurais teriam o fornecimento interrompido para manutenção elétrica, as reclamações e pedidos de informação sobre os motivos da interrupção do serviço, circulam nos grupos de WhatsApp há vários dias.

O problema é uma repetição aparentemente sem tomada de posição que represente mudança de comportamento por parte da concessionária. E quando situações dessa natureza se tornam repetitivas algo mais grave pode vir a acontecer e, nas ocorrências desse tipo, as consequências foram incontroláveis, outras danosas e outras trágicas. Há insatisfação acumulada por parte da maioria da população quanto à qualidade da prestação do serviço da empresa.

Ao mesmo tempo a tomada de providência se revela lenta, falha e com tendência a minimizar os efeitos dos recorrentes problemas provocados pela falta e ou interrupção no fornecimento da energia elétrica. É como se funcionasse um tipo de acordo de aceitação das falhas provocadas por um serviço pago e tarifa alta. Os que mais sofrem são segmentos mais carentes da população e microempresários.

Faltam informações e transparência tanto por parte da empresa Amazonas Energia quanto dos órgãos de fiscalização e de defesa dos direitos dos consumidores. Acessar uma informação que esclareça reduza ou elimine as aflições dos usuários, por imposição, desse serviço. A conduta, obrigatória, de informar, esclarecer e manter relação de respeito para com os usuários não diz respeito apenas a uma exigência estratégica da comunicação empresarial e sim está afeita a uma exigência legal contemplada nas leis e nos contratos de exploração de serviços públicos.

Não se pode ignorar a legislação vigente. Ao contrário, uma ação pedagógica é torna-la de fácil acesso pela comunidade, estimular a leitura e a compreensão a respeito do que tratam. Nela estão mecanismos que se aplicados estabelecem  as condições para a boa prestação dos serviços e asseguram o respeito ao público que depende dessas empresas desde que o Estado decidiu pela privatização do setor mediante o cumprimento de cláusulas. Em algumas áreas privatizadas, como de abastecimento de água e energia elétrica, as cláusulas estão sendo deixadas de lado e milhares de usuários afetados pela precariedade na oferta desses itens.          
     

 

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