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Adaf inicia campanhas de vacinação do rebanho amazonense

Imunização de bovinos e bubalinos contra brucelose e febre aftosa garante sanidade dos animais e resguarda economia do Estado

Publicado em 14/07/2022 às 16h20
Adaf inicia campanhas de vacinação do rebanho amazonense
Foto: Divulgação/ADAF

Obrigatórias para garantir a sanidade de bovinos e bubalinos e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos amazonenses, as campanhas de vacinação contra a brucelose e a febre aftosa já estão com suas segundas etapas sendo implementadas, no Amazonas. Iniciada no último dia 1º de julho, a imunização contra a brucelose tem como alvo fêmeas bovinas e bubalinas na faixa etária de 3 a 8 meses. Enquanto isso, os preparativos para o início da campanha Amazonas Sem Febre Aftosa, em 41 municípios do Estado, seguem a pleno vapor para início no próximo dia 1º de agosto.

A veterinária e coordenadora do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) no Amazonas, Angélica Martina, explica que a brucelose é uma doença causada pela bactéria B. abortus, com sintomas específicos e pode ser transmitida para seres humanos.

“O abortamento é o principal sinal, e ocorre geralmente no último terço da gestação. Outros sinais indicativos da doença são o nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, corrimento vaginal, inflamação das articulações e inflamação dos testículos”, explica a coordenadora.

Angélica afirma ainda, que de acordo com a Portaria 113/2020, a vacinação das fêmeas bovinas e bubalinas na faixa etária de 3 a 8 meses é realizada em duas etapas no ano – 1º de janeiro a 31 de maio e 1º de julho a 30 de novembro – para garantir que os produtores com animais em idade vacinal tenham acesso ao imunizante no primeiro e segundo semestres. A notificação da vacinação junto à autarquia é obrigatória em ambas as etapas da campanha. 

A estimativa é que na segunda etapa da campanha, 80 mil bezerras bovídeas (bovinas e bubalinas) distribuídas em 10 mil propriedades do Amazonas sejam vacinadas com o imunizante B19. Produtores sem fêmeas em idade vacinal devem declarar à ADAF a ausência de rebanho apto a receber a vacina. No ano passado, ao longo das etapas da campanha, mais de 152,8 mil fêmeas bovídeas foram vacinadas, o equivalente a um índice vacinal de 70,58%.

A brucelose é uma doença endêmica em todo Brasil e tem a vacinação como uma das principais medidas de controle e prevenção. Entre os prejuízos causados por ela estão a queda de produtividade dos animais, a baixa produção de leite, baixos índices reprodutivos, aumento no intervalo entre partos, e morte precoce de bezerros. 

Para garantir a segurança durante a aplicação do imunizante, apenas médicos veterinários cadastrados na ADAF ou vacinadores treinados por estes profissionais e devidamente cadastrados na autarquia podem vacinar os animais contra a brucelose. Para garantir que animais doentes não contaminem outros rebanhos, a Gerência de Defesa Animal (GDA) da Adaf orienta que antes de comprar animais, os mesmos sejam testados. 

“Os exames deverão ser realizados por médicos veterinários habilitados no PNCEBT-ADAF e podem ser feitos em fêmeas com idade superior a 24 meses, quando estas tiverem sido vacinadas entre três e oito meses com a vacina B-19”, ressalta Angélica Martina.

Descumprimento

As propriedades que descumprirem a vacinação do rebanho contra a brucelose ficarão impedidas de movimentar seus animais para qualquer finalidade, sendo inclusive suspensa a emissão de Guias de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o deslocamento de qualquer espécie no país. Os produtores que não imunizarem seus rebanhos estarão sujeitos também a penalidades previstas no Decreto nº 25.583/2005, entre elas a aplicação de multa e a obrigatoriedade da vacinação das bezerras não imunizadas com a vacina RB51. 

2ª etapa da campanha Amazonas Sem Febre Aftosa tem nova data em 2022

Prevista para iniciar no dia 1º de julho, a segunda etapa da campanha Amazonas Sem Febre Aftosa, ocorrerá neste ano, no período de 1º de agosto a 14 de setembro. A mudança acontece por conta das prorrogações na primeira etapa em face da cheia dos rios.

Nesta fase da campanha, os criadores deverão imunizar bovinos e bubalinos na faixa etária de até 24 meses e realizar, até o dia 29 de setembro, a notificação junto ao escritório da Adaf onde a propriedade está cadastrada. 

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa contempla as cidades de: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba.

A vacinação é uma das estratégias do Programa Nacional de Vigilância para Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para garantir o status desses municípios como zona livre de febre aftosa com vacinação, enquanto a imunização não é suspensa. Modelo já é praticado no Bloco 1 (Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Itamarati, Ipixuna, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte do município de Tapauá).

Garantia de sanidade

A expectativa é que 532,6 mil bovídeos recebam a vacina, no Amazonas. O imunizante pode ser adquirido junto ao Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) ou nas casas agropecuárias cadastradas junto à Adaf.

A médica veterinária e coordenadora estadual do Pnefa, Joelma Silva, reforça a importância de os criadores imunizarem seus animais para garantirem a sanidade do rebanho e evitarem a aplicação de multas. “Quem não vacinar seu gado estará sujeito a multa de R$ 40 por animal, mais R$ 300 por propriedade. Todos os produtores precisam fazer a vacinação dentro do prazo e notificar até o dia 29 de setembro os escritórios da Adaf”, reforçou.

A manutenção dos índices vacinais satisfatórios, ou seja, acima de 90%, segue as diretrizes do Pnefa e consiste em um pré-requisito para que haja a suspensão da vacinação em todo o Estado e a substituição da imunização por ações de vigilância efetivas.

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