Décimo dia de buscas por carioca desaparecida em cachoeira do AM é encerrado
Equipe do Corpo de Bombeiros tentou conter o volume e a força da água utilizando sacos de areia, mas medida não deu certo
A estratégia adotada pelo Corpo de Bombeiros para conter o volume de água que entra em uma gruta localizada na Cachoeira do Santuário, em Presidente Figueiredo (distante 126 km de Manaus), onde possivelmente está o corpo da contadora carioca Michele Santos, de 30 anos, não foi satisfatória e por isso a corporação optou por suspender as buscas desta quarta-feira (18).
No décimo dia de procura, a equipe dos bombeiros utilizou sacos de areia para tentar impedir que água entrasse na caverna, mas a tática não deu certo. Segundo a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros, os sacos eram arrastados e a água continuava entrando muito forte na gruta, o que apresentava riscos ao desenvolvimento do trabalho dos mergulhadores.
“Eles [mergulhadores] não têm como explorar a caverna dessa maneira porque fazem as buscas submersos e consomem bastante energia no esforço de se manterem estabilizados nas águas. E acabam também consumindo mais oxigênio dos cilindros”, explicou o sargento Denis Ferreira.
Ainda de acordo com Corpo de Bombeiros, familiares de Michele pediram apoio da Prefeitura de Presidente Figueiredo para ajudar nas buscas, cedendo máquinas que possam amenizar o volume e a força da água ao entrar na gruta.
Entenda o caso
Michele Santos desapareceu no último dia 8 após cair na Cachoeira do Santuário, um dos principais pontos turísticos de Presidente Figueiredo, enquanto tentava tirar uma “selfie” no local. O Corpo de Bombeiros iniciou buscas pela jovem no dia 9 de junho.