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A Crítica
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Linhas de crédito para energia solar em alta

Especialista fala sobre o aumento à procura por instalação de usinas solares residenciais com financiamentos bancários

Publicado em 11/06/2022 às 19h17 · Atualizado em 11/06/2022 às 20h08
paineis de energia solar
Foto: Divulgação

O uso de energia solar é uma alternativa super viável no Brasil, pois os estados contam com grande incidência de sol o ano todo. E o que parecia inacessível no passado hoje já é uma realidade, uma vez que o país atingiu a marca de 1 milhão de sistemas de geração de energia solar instalados.

Essa marca foi possível graças às linhas de crédito para financiar a compra de materiais e instalação da estrutura fotovoltaico, mais conhecidas como “crédito para  sustentabilidade”.A diretora executiva da Future Solar, Helane Souza, que atua no mercado de energia renovável há 10 anos, entende que esse tipo de financiamento, que começou a ser bastante procurado em meados de 2017, é uma oportunidade para quem busca liberdade financeira e energética. E, o que antes demorava cerca de cinco anos para se ter o ‘payback’ (retorno do investimento), hoje é possível se ter com dois a três anos e meio.

“Quando não temos dinheiro para adquirir um bem, nós vamos ao banco. Agora acontece o mesmo para implantação de usinas solares. No passado, a implantação de um projeto era mais difícil porque a maioria dos clientes não tinham o capital. E existia o mito de que era algo extremamente caro. Naquela época também não existiam financiamentos que possibilitasse pessoas a financiar com boas condições. Hoje em dia existem muitas linhas de crédito, com carência de até quatro meses para começar a pagar, cuja quantidade de parcelas são suficientes para se obter o retorno do investimento”, explica Helane.

Todos os bancos hoje oferecem a linha de crédito para a sustentabilidade. A carência é justamente para que o cliente possa implementar o projeto para, aí sim, começar a pagar pela usina.

“Com a economia que ele vai ter na conta dele, ele poderá pagar o financiamento. Se a conta de energia da família custa em média R$ 600, o valor do financiamento fica na faixa de R$ 650. É um investimento que acaba se enquadrando no orçamento e se torna muito acessível”.

Alguns bancos oferecem até a opção de contratar o financiamento por meio do aplicativo no celular, conforme explicou Helane. A especialista em energia solar também exemplificou quanto que um projeto e a instalação pode custar, tendo como base o valor da conta da energia da família.

“Se uma família paga hoje uma média de R$ 800 por mês na fatura, é só multiplicar por 12 vezes (o ano) e o valor fica R$ 9,6 mil. Se colocarmos três anos para se ter o valor do investimento recuperado, multiplicamos esse valor anual por três e chegamos a um resultado (9,6 x3): o projeto e instalação em uma residência que gasta em média R$ 800 de energia, sai por R$ 28,8 mil”, calculou.

Procedimento

Lembrando que antes de construir a usina, a concessionária deve ser avisada sobre o projeto para liberação. A distribuidora irá avaliar o projeto técnico e dar o aval para que a instalação seja iniciada. Todo esse processo fica por conta das empresas que instalarão a usina.

“A residência continua ligada à rede. Se o projeto for para atender 100% do consumo da casa, o cliente pagará para a distribuidora a taxa de iluminação e a de ligação, que é a taxa que normalmente se paga mesmo quando não está havendo consumo”, frisa Helane.

Também existe a compensação de créditos de energia. Quando uma residência produz mais energia do que consumiu em um determinado mês, esta energia vai para a rede da distribuidora e se torna um “crédito de energia”. Este crédito de energia é usado para abater o seu consumo de energia em algum mês que o sistema produzir menos energia, ou que o cliente consumir mais energia que o sistema fotovoltaico produziu.

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