Produção do PIM sofre queda de -0,7% em agosto
No acumulado do ano, contudo, o estado tem alta de 2,9%
A produção industrial do Amazonas, em agosto, teve variação de -0,7% em relação a julho. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, o número ficou em 1,1%. No acumulado do ano, o Amazonas fechou agosto com 2,9% e no acumulado dos últimos 12 meses a variação foi de 0,2%.
Dentre os produtos com as piores variações, estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que teve retração de -58,3%; e a fabricação de bebidas, com -45,3% de retração.
No mesmo período, o Brasil teve variação de 0,1% comparado a julho, 2,2% de variação comparado ao mesmo mês do ano anterior, 3,0% de variação no acumulado do ano e 2,4% no acumulado em 12 meses. Os dados são Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF Regional), divulgada nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Após o bom resultado registrado no mês de julho (6,9%), a produção industrial em agosto no Amazonas apresentou leve retração de -0,7% em relação ao mês anterior. O resultado ficou abaixo da média nacional, que encerrou o mês com 0,1%, e colocou o Amazonas na 7ª posição do ranking nacional.
Apenas cinco Unidades da Federação (UF) dentre todas as pesquisadas obtiveram variação positiva no mês. As UFs que apresentaram os melhores desempenhos no índice foram Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,8%) e Bahia (0,8%); enquanto Paraná (-3,5%), Pará (3,5%) e Rio Grande do Sul (-3%) apresentaram os piore resultados.
Mês a mês
Comparado ao mesmo mês do ano anterior, o Amazonas apresentou variação de 1,1%, quase 10 pontos percentuais (p. p.) abaixo do registrado no mês anterior (11%), e 1,1 p. p. abaixo da média nacional (2,2%). O resultado colocou o Amazonas na 11ª posição dentre as Unidades da Federação. As maiores variações no índice ficaram com os estados do Ceará (17,3%), Pará (16,9%) e Mato Grosso (12,4%) do Sul; enquanto Rio Grande do Norte (-22,6%), Espírito Santo (-6%) e Rio Grande do Sul (-5,2%) tiveram os piores resultados.
No índice de variação acumulada no ano, a produção industrial do Amazonas, em agosto, fechou em 2,9%. O decréscimo de 0,3 p. p. em relação ao mostrado no mês anterior foi suficiente para colocar a produção industrial amazonense abaixo da média nacional de 3,0%, e na 11ª posição no ranking das Unidades da Federação. Os melhores resultados foram registrados em Rio Grande do Norte, com 13,7%; Ceará, com 8,9% e Santa Catarina, com 6,4%; enquanto os piores desempenhos foram registrados em Rio Grande do Sul, com 0,6%; Espírito Santo, com 0,0% e Pernambuco, com 2,4%.
Nos 12 meses
No índice de variação acumulada em 12 meses, o Amazonas fechou agosto com 0,2% de variação, uma redução de 0,1 p. p. em relação ao mês anterior, quando apresentou a variação 0,3%, e de 2,2 p. p. em relação à média nacional. Com o resultado, a produção industrial do estado ficou entre as piores do país no índice em agosto, à frente apenas de Rio Grande do Sul (-2%). As indústrias com os melhores resultados no índice foram as de Rio Grande do Sul (12,9%), Goiás (7,6%) e Pará (6,9%).
Produtos
Entre as seções e atividades industriais, comparado ao mesmo mês do ano anterior, a atividade de fabricação de máquinas e equipamentos teve a maior variação em agosto, com 53,5%, superando com grande margem a vista no mês anterior, de 32,3%. O resultado positivo da atividade foi influenciado em grande medida pela fabricação de aparelhos de ar-condicionado.
Em seguida, a atividade com maior destaque foi a fabricação de produtos diversos, que alcançou a variação de 27,3%, influenciado principalmente pela fabricação de lentes para óculos e artefatos de joalheria. A próxima atividade dentre as que apresentaram o melhor desempenho foi a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que apresentou a variação de 17,4%.
Dentre os produtos com as piores variações, estão a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que teve retração de -58,3%; e a fabricação de bebidas, com -45,3% de retração.