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TCE tem até junho para informar se houve compra de programa espião no Amazonas

Decisão emitida por ministro do STF vale para todos os tribunais de contas do país

Publicado em 23/05/2024 às 17h39 · Atualizado em 27/05/2024 às 16h11
TCE tem até junho para informar se houve compra de programa espião no Amazonas
Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) tem até o dia 5 de junho para responder se houve, no estado, processos de licitações, compras ou contratações de ferramentas de monitoramento secreto de aparelhos de comunicação pessoal – os famosos softwares espiões. A ordem partiu do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que oficiou os Tribunais de Contas da União, dos estados e dos municípios do Brasil.

Segundo o andamento do processo, o STF enviou ofícios à Corte de Contas amazonense na última terça-feira (21) em conjunto com outros doze tribunais de contas do país. Em nota enviada à reportagem da A CRÍTICA, o TCE-AM afirmou que ainda não recebeu oficialmente o ofício do Supremo Tribunal Federal e que “assim que for notificado, dará seguimento às medidas cabíveis à decisão”.

A decisão se deu em meio a um questionamento da Procuradoria-Geral da República sobre a falta de regulamentação do uso desses programas por órgãos públicos.  A PGR alega que essas tecnologias vêm sendo utilizadas por serviços de inteligência e órgãos de repressão estatais para vigilância remota e invasiva de celulares e outros dispositivos móveis, sob pretexto de combate ao crime. 

O ministro Cristiano Zanin citou como exemplo o programa israelense Pegasus, que invade celulares, bem como o FirstMile, que rastreia a localização dos aparelhos. O uso desse último pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) gerou a operação Última Milha, da Polícia Federal.

“Na hipótese de serem identificados processos administrativos versando sobre a aquisição ou contratação de tais produtos, solicita-se a remessa, no mesmo prazo, de relatórios, orientações ou decisões proferidas”, destacou.

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