Após 3 meses, intervenção no transporte coletivo segue sem relatórios
Medida da Prefeitura de Manaus foi assinada em 22 de julho por um período de 90 dias. O prazo foi prorrogado por igual período, mas até o momento, nenhum dado sobre o que já foi feito foi apresentado à população
Com mais de três meses em atividade, a intervenção financeira no transporte coletivo pela Prefeitura de Manaus segue sem ter apresentado relatórios do que já foi feito. O secretário de municipal de Articulação Política, Luís Alberto Carijó havia dito, no início de novembro que os dados seriam apresentados ainda naquele mês. Consultado novamente sobre o assunto, ele disse que nesta quarta-feira (4) os resultados serão apresentados.
“O relatório está produzido, mas não é só o relatório ou só apresentar os problemas. São problemas de décadas, mas principalmente apresentar as soluções do que tem que ser feito e o que iremos fazer. Está sendo concluído até a quarta-feira e então iremos apresentar para a Câmara para ser apresentado à Comissão de Transportes da Casa”, destacou.
A medida estabelece o controle da entrada e saída de recursos aos cofres públicos referente ao transporte foi assinada em 22 de julho por um período de 90 dias. O prazo foi prorrogado por igual período, mas até o momento, nenhum dado sobre o que já foi feito foi apresentado à população.
Vale lembrar que no decreto oficial ficou estabelecido que os resultados da intervenção seriam apresentados mensalmente.
Relembre
Iniciada no dia 22 de julho deste ano, após publicação do decreto 4.503, a intervenção tem por objetivo garantir o bom funcionamento do transporte coletivo urbano. Conforme consta nesse decreto, a atitude do prefeito Artur Neto é baseada pelo “descumprimento das Concessionárias no adimplemento de suas obrigações tributárias, previdenciárias e trabalhistas”.
Na tentativa de coibir furtos aos ônibus coletivos e proporcionar maios segurança à população, a Prefeitura determinou no decreto 4.587 do dia 19 de setembro, que o pagamento da tarifa do ônibus – atualmente R$ 4,80 –, seja debitado por meio do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE) e ainda estabeleceu um prazo de 60 dias para as empresas de transporte público coletivo se adequar ao SBE. O prazo para as empresas se encerra no dia 18 de novembro. Decreto também questionado pelo vereador Chico Preto.