Câncer de Rim: Alimentação adequada pode ajudar a evitar
Médica especialista em nutrição indica quais alimentos evitar e quais podem ser benéficos à saúde renal
O câncer de rim é uma doença silenciosa que atinge milhares de pessoas no Brasil todos os anos. Mais precisamente 12 mil novos casos são registrados anualmente no país e, também de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo foram diagnosticados 431 mil casos e 170 mil mortes no ano de 2020.
Ou seja, trata-se de uma doença silenciosa e cujo diagnóstico só se descobre a partir de exames de imagem realizados geralmente por outros motivos. A Quarta Fit resolveu selecionar a data de hoje, O Dia Mundial de Conscientização sobre o Câncer de Rim, comemorado em 18 de junho, para falar sobre prevenções conhecidas pela ciência da nutrição a fim de evitar o surgimento dessa enfermidade.

(Foto: Divulgação)
De acordo com a médica e nutricionista do Laboratório IonNutri, Dra. Carla Caxias, os rins atuam como filtros do organismo, eliminam toxinas, equilibram eletrólitos e ajudam a regular a pressão arterial. No entanto, o consumo excessivo de determinados alimentos pode sobrecarregar esses órgãos e contribuir para o desenvolvimento de doenças graves, como a insuficiência renal e até mesmo o câncer.
“Alimentos ultraprocessados, carnes vermelhas e embutidos são alguns dos principais vilões. Ricos em sódio, conservantes e aditivos químicos, esses produtos favorecem processos inflamatórios no organismo. Diversos estudos já demonstraram que o consumo frequente de carnes processadas e de proteína animal em excesso está associado a maior risco de lesão renal”, adverte a médica.

(Foto: Divulgação)
Ora, quem diria que produtos alimentícios ultraprocessados seriam vilões, né? A Quarta Fit já explorou isso anteriormente algumas vezes e sempre aconselhou o abandono do hábito de consumo desses produtos. Eu sei, são produtos hiper palatáveis, cheios de sal, gordura e açúcar. Praticamente um convite irrecusável para seu paladar. Mas lembre-se, esses produtos são criados especificamente para este fim, para que você goste de comer e que ‘sacie’ sua vontade de doce ou sódio.
Ultraprocessados também incluem o famoso refrigerante do almoço e os sucos de caixinha, que possuem tantos aditivos químicos que às vezes me recuso a chamar de suco. Ainda de acordo com a médica, esses produtos também são grandes vilões da função renal, assim como alguns vegetais quando consumidos exageradamente.
“Bebidas açucaradas, refrigerantes e sucos industrializados também podem prejudicar a função renal a longo prazo. Além disso, alimentos ricos em oxalato, como espinafre cru, beterraba e cacau, quando consumidos sem equilíbrio, podem favorecer a formação de cálculos renais em pessoas suscetíveis”, completou a Dra. Carla.
Tá, então o que eu devo fazer?
Na opinião da especialista, manter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas, legumes, leguminosas e grãos integrais é uma estratégia eficaz de proteção renal. Hidratação adequada, prática regular de atividade física, controle da pressão arterial e da glicemia, além de evitar o uso excessivo de anti-inflamatórios, também são medidas essenciais. Vale lembrar que doenças como hipertensão e diabetes são hoje as principais causas de insuficiência renal crônica.
A hidratação é sua fiel escudeira
Já tomou água hoje, frangolino? Aproveita que eu te lembrei, para tudo e vai lá beber tua água, eu espero. Parece até clichê repetir isso numa pauta sobre cuidados com o rim, mas eu não podia deixar de citar este ponto importante. Qual a quantidade de água ideal que devo ingerir por dia? A ciência nos dizia antes que 2 litros diários eram suficientes, mas estudos recentes mostraram que a quantidade de consumo depende do peso corporal da pessoa. Cerca de 30 ml por cada quilo de peso. Ou seja, uma pessoa de 80kg deve consumir 2,4l de água por dia, 400 ml a mais do que a ciência previa anteriormente.
Além dessas práticas, a ciência também tem contribuído com novas abordagens para o cuidado renal, por meio de ferramentas que ajudam a identificar alterações precoces no metabolismo e nos processos inflamatórios. Testes mais refinados, como análises metabólicas pela saliva, vêm se somando ao check-up de rotina e podem auxiliar profissionais de saúde a propor intervenções ainda mais personalizadas, ampliando as possibilidades de prevenção.
Mas voltando ao tema do que fazer, não é que você nunca mais deva comer um salgadinho de pacote, tomar uma coca (zero, de preferência) ou aproveitar algum produto ultraprocessado de seu gosto. É tudo uma questão de equilíbrio. A diferença do veneno e do antídoto é apenas a dosagem. Manter uma alimentação balanceada, a hidratação adequada e a prática de exercícios físicos são básicos para evitar não apenas problemas renais, mas também a maioria das doenças relacionadas ao sedentarismo e aos maus hábitos alimentares, como diabetes, hipertensão, obesidade, problemas cardíacos e por aí em diante. Se cuida, frangolino, aproveita e vai beber água logo.