Mais que uma dança, saúde do corpo e da mente!
Ballet fit: Modalidade mescla passos do ballet clássico com exercícios isométricos para o emagrecimento
A maioria das pessoas não gosta de academia. Seja porque o ambiente pode ser meio intimidador, confuso, cheio de pessoas ‘estranhas’ ou somente porque a musculação é uma modalidade esportiva bastante monótona.
Não tem para onde correr, o treinamento resistido é repetitivo mesmo. Você faz uma série, dez a quinze repetições, descansa, faz outra série, mais quinze repetições e descansa, acabou as quatro séries, daí passa para outro exercício e começa tudo de novo. Eu sei, muita gente acha isso bastante chato.
Entretanto, existem outras modalidades esportivas que costumam fazer mais sentido e atrair a atenção de determinados grupos de pessoas que não curtem o ambiente de academia. Seja crossfit, funcional, zumba, uma luta, corrida, caminhada ou até mesmo o balé fitness. Se assim como eu, você não conhecia o ballet fit, vem comigo que eu vou te contar.
Misturando os passos do ballet clássico, como Grand Plié, com movimentos de exercícios aeróbicos e isométricos, o balé fit é uma modalidade esportiva que mescla arte e treino. Mais ou menos como uma arte marcial, esta modalidade também inclui instrução de um profissional especializado, assim como mobilidade, aquecimento e o treinamento, propriamente dito.
Para a aula de ballet fit não são necessários apetrechos, cargas ou acessórios especiais. Basta o aluno usar roupas confortáveis que sejam próprias para academia. Os exercícios não costumam ser muito difíceis, pois são realizados de acordo com o nível da turma, na aula que dura cerca de uma hora.
Segundo Árina Araújo, professora de ballet licenciada em dança pela Universidade do Estado do Amazonas e bailarina oficial do Ballet Folclórico do Amazonas, os benefícios do balé fit incluem muito mais gasto calórico, pois é uma modalidade que trabalha, inclusive, core, resistência e mobilidade física.

(Foto: Junio Matos)
“A gente pega os movimentos do balé clássico e potencializa através de séries de repetições e isometria, trabalhando bastante a mobilidade do aluno, bem como o core e as pernas. Outros benefícios incluem definição muscular, aumento de força e de resistência”, destacou a professora.
Se para algumas pessoas o ballet fit é uma alternativa aos exercícios necessários do dia a dia, para outras representa tratamento e cuidado com a saúde do corpo e da mente. Como é o caso da biomédica Ágatha da Costa, que encontrou na dança o tratamento para fibromialgia.
“Quando eu comecei meu tratamento para fibromialgia, eu tomava um medicamento que era para ajudar no meu sono e controlar as dores musculares, só que acabei engordando muito pois tive um aumento incontrolável no apetite. Para mim, o ballet foi essencial para o controle do peso e da doença, pois o principal tratamento para fibromialgia é justamente fazer uma atividade física”, apontou a biomédica.
Se você acha que para participar de uma aula de balé fitness precisa ser dançarino profissional, é um grande engano. Ainda segundo a instrutora, qualquer pessoa pode participar, dependendo da mobilidade física que tenha.
“Para participar do balé fit, vai de acordo com sua mobilidade física. Não precisa ser bailarina, pois se a pessoa nunca dançou na vida, ela também pode vir que aqui a gente ensina”, finalizou Araújo.
As aulas de Balé Fit acontecem todas às segundas e quartas-feiras, das 18h às 19h, no Studio de Dança LeVé, localizado na Av. sete de setembro, Edifício Antônio Simões, sala 6. Para aulas uma vez na semana, a mensalidade custa R$110,00, para duas vezes na semana, R$150,00.