3º maior PIB do planeta, estimado em cerca de R$ 26 trilhões em 2025, um dos países mais ricos do mundo avalia aumentar a cobrança sobre pessoas sem filhos. A proposta surgiu em meio à preocupação com os custos futuros de programas sociais e ao envelhecimento da população.
A medida está em discussão na Alemanha, que possui um Produto Interno Bruto estimado em 5,01 trilhões de dólares. O valor reforça a posição do país como a terceira maior potência econômica global, além de destacar sua relevância no cenário internacional.
O tema ganhou força após a divulgação de um documento interno do Ministério da Saúde. Atualmente, moradores sem filhos já pagam uma contribuição mais elevada para o seguro de cuidados, enquanto pais contam com valores diferenciados conforme a quantidade de filhos.
Pelas regras vigentes, a taxa aplicada a pessoas sem filhos é de 4,2% da renda. A proposta em análise prevê um acréscimo de 0,1 ponto percentual, o que elevaria a cobrança para 4,3%, ampliando a arrecadação destinada ao sistema.
O debate ocorre justamente porque a Alemanha enfrenta mudanças demográficas importantes. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, uma parcela expressiva da população já possui 67 anos ou mais, enquanto o sistema de auxílio-invalidez poderá registrar déficit de 22,5 bilhões de euros até o fim de 2028.

Discussão divide governo, oposição e entidades sociais
Dentro da coalizão liderada por Friedrich Merz, integrantes do Partido Social Democrata (SPD) demonstraram disposição para discutir alternativas de financiamento. Christos Pantazis afirmou que diferentes mecanismos podem ser considerados, enquanto Katrin Staffler, da CSU, argumentou que pais ajudam a sustentar os sistemas de seguridade social no futuro.
Por outro lado, Simone Fischer, dos Verdes, e Evelyn Schötz, do partido A Esquerda, criticaram a proposta. Verena Bentele, da associação VdK, Thomas Knieling, da VDAB, e Andreas Storm, da seguradora DAK, também defenderam mudanças mais amplas. Já a ministra da Saúde, Nina Warken, prepara um projeto de reforma que poderá alterar regras de acesso aos benefícios e subsídios para internações em lares de idosos.





