O Governo Federal aumentou o rigor na fiscalização das condições de saúde e assistência social exigidas das famílias beneficiárias do Bolsa Família. Quem deixar de cumprir as regras obrigatórias ou atrasar a atualização dos dados no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) poderá enfrentar o bloqueio do pagamento já nos próximos meses.
O chamado pente-fino foca no acompanhamento preventivo das crianças de até sete anos incompletos, que devem passar por pesagem, medição de altura e exames de desenvolvimento regularmente nas unidades de saúde. Além do acompanhamento nutricional, manter a carteira de vacinação infantil rigorosamente em dia, de acordo com o calendário nacional, tornou-se um critério indispensável.

O monitoramento também serve para as gestantes, que precisam realizar o ciclo completo de consultas de pré-natal para garantir a continuidade dos repasses. O mesmo cuidado é exigido das nutrizes, que devem frequentar os serviços de saúde locais para receber orientações nutricionais e de cuidados com o bebê. Essas medidas interligadas reforçam o papel do programa como ferramenta de promoção à saúde básica.
Cadastro do Bolsa Família deve estar em dia no Cras
Para além das obrigações médicas, a manutenção do Cadastro Único (CadÚnico) atualizado junto ao CRAS é o pilar que sustenta o benefício. Mudanças na composição familiar, novos endereços ou alterações na renda mensal da casa precisam ser informados imediatamente. O descumprimento continuado desses deveres não cancela o auxílio de imediato, mas incia uma escala de advertências, bloqueios temporários e até a suspensão definitiva.
Dessa forma, as prefeituras e as equipes municipais ganharam um novo papel para manter os bancos de dados unificados, cruzando as informações com maior velocidade. Caso detectem vulnerabilidades extremas ou dificuldades no cumprimento das metas, os profissionais realizam buscas ativas para encaminhar as famílias ao CRAS.





