Os brasileiros com mais de 50 anos de idade devem ficar atentos à vacinação contra doença grave que voltou a preocupar especialistas em saúde. Antes associada à infância, idosos e grupos de risco, principalmente, a vacina pneumática passou a ser indicada às pessoas mais velhas da sociedade.
Com isso, as pessoas dessa faixa etária que ainda não receberam a vacina conjugada contra o pneumococo devem agilizar o processo o quanto antes. Esse alerta ocorre diante do risco de desenvolver doenças pneumocócicas graves começa a crescer antes mesmo dos 65 anos.
A bactéria Streptococcus pneumoniae pode causar infecções severas, como pneumonia, meningite e sepse, atingindo, especialmente, pessoas com doenças crônicas ou imunidade comprometida. Por essa razão, os especialistas reforçam a importância da imunização contra o pneumococo antes mesmo dos 65 anos.

Segundo orientações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), adultos com 50 anos ou mais devem avaliar, com acompanhamento médico, a necessidade de receber vacinas como PCV15, PCV20 ou PCV21. A indicação, vale lembrar, depende do histórico vacinal e das condições de saúde de cada paciente.
Doença causa preocupação
A pneumonia pneumocócica é uma das principais preocupações dos especialistas da área da saúde. Os sintomas da doença incluem febre, tosse intensa, dor no peito e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea ou o sistema nervoso central, aumentando o risco de internação e complicações.
Para combatê-la, a vacina é fundamental. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine reforçou a eficácia da vacina pneumocócica conjugada 13-valente em adultos mais velhos. Os resultados mostraram redução significativa nos casos de pneumonia causados pelos sorotipos presentes na vacina.
Quanto a pessoas portadoras de diabetes, doenças cardíacas, pulmonares, renais, câncer, HIV ou que utilizam medicamentos imunossupressores, a recomendação é consultar com profissionais de saúde sobre a imunização. Além da vacina, médicos recomendam manter a proteção contra gripe e COVID-19 atualizada.






