Um novo tipo de fraude bancária tem preocupado clientes e instituições financeiras no país. Conhecido como golpe do falso gerente, o esquema envolve criminosos que se passam por funcionários de bancos. Casos recentes ligados ao Bradesco indicam prejuízos superiores a R$ 80 mil.
A abordagem costuma ocorrer por telefone ou aplicativos de mensagem, com linguagem técnica e convincente. Os golpistas utilizam dados reais para ganhar credibilidade junto às vítimas. Em seguida, induzem ações que permitem acesso direto às contas bancárias.
As ocorrências foram registradas como estelionato em regiões de São Paulo e também em Guarulhos. A atuação dos criminosos inclui manipulação psicológica e uso de ferramentas digitais. O objetivo é realizar transferências e contratar crédito sem autorização.

Estratégia combina tecnologia e engenharia social
O golpe envolve múltiplas etapas que simulam procedimentos legítimos das instituições. As vítimas são orientadas a acessar links falsos ou escanear QR Codes. Essas ações permitem que os criminosos assumam o controle do aplicativo bancário.
Em alguns casos, o contato evolui para ligações longas com supostos atendentes. Durante o processo, códigos de segurança são solicitados sob pretexto de validação. Com isso, operações financeiras são executadas em poucos minutos.
A Federação Brasileira de Bancos alerta para o aumento desse tipo de fraude. A sofisticação das técnicas dificulta a identificação imediata do golpe. Muitas vítimas só percebem o prejuízo após a conclusão das transações.
Relatos apontam perdas significativas, incluindo transferências via PIX e contratação de empréstimos. Em alguns casos, os valores ultrapassam R$ 50 mil em uma única ação. A recuperação do dinheiro depende de rastreamento e análise das operações.
Especialistas recomendam cautela diante de contatos não solicitados que envolvam dados bancários. O advogado Marcelo Frullani destaca que bancos não pedem senhas ou códigos por telefone. A verificação deve ser feita sempre por canais oficiais.
Outra orientação é evitar o acesso a links enviados por terceiros, mesmo que pareçam legítimos. Sites falsos podem reproduzir com precisão o ambiente de instituições financeiras. O mesmo cuidado vale para QR Codes desconhecidos.






