Um investimento bilionário promete mudar o rumo de uma pequena cidade do Sul do país nos próximos anos. A construção de uma nova megafábrica deve gerar milhares de empregos e provocar uma transformação histórica na economia local.
O projeto será instalado em Barra do Ribeiro, município com cerca de 12,5 mil habitantes no Rio Grande do Sul. A responsável pelo empreendimento é a multinacional chilena CMPC, que aposta alto na expansão da produção de celulose no Brasil.
Segundo o governo estadual, o aporte previsto é de R$ 27 bilhões. Trata-se justamente do maior investimento privado da história do estado gaúcho.
A nova planta industrial terá capacidade para produzir 2,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto por ano. No entanto, o impacto vai muito além da produção, alcançando diretamente o mercado de trabalho da região.
Durante as obras, a estimativa é de geração de 12 mil empregos. Já na fase de operação, o complexo deve manter cerca de 1,5 mil postos de trabalho permanentes.
A CMPC e o governo do Rio Grande do Sul assinaram o protocolo de intenções em abril de 2024. Desde então, o projeto avança nas etapas técnicas e ambientais necessárias para sair do papel.
Atualmente, a iniciativa aguarda a análise da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, a Fepam, responsável pela emissão da licença prévia. Essa etapa é considerada essencial para que o cronograma seja mantido sem atrasos.
Caso as licenças sejam concedidas, a empresa pretende apresentar o chamado “Projeto Natureza” ao conselho administrativo na metade de 2026. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até três anos após o início oficial da construção.

Outras melhorias
O contrato de intenções também prevê melhorias importantes na infraestrutura logística do estado. Entre elas estão a duplicação de 376 quilômetros da BR-290, entre Eldorado do Sul e Rosário do Sul, além da conclusão da duplicação do trecho sul da BR-116.
Com isso, a expectativa é que a região viva um novo ciclo de desenvolvimento. Até mesmo setores como comércio e serviços devem sentir os reflexos diretos do investimento bilionário.






