Depois de irem à Lua, os Estados Unidos agora têm Marte como novo objetivo de seu programa espacial. Enquanto isso, a China visa não só fazer visitas fora da Terra, por assim dizer, mas também colocar em prática um plano mais amplo no espaço.
A Administração Espacial Nacional da China (CNSA) está planejando a construção de uma estufa na superfície da Lua para auxiliar futuras missões de longa duração. Segundo o órgão, a ideia é utilizar tecnologias de construção no solo lunar para implementar uma estrutura capaz de proteger rovers e robôs das condições extremas da “noite lunar”.
O período que dura cerca de 14 dias terrestres pode registrar temperaturas inferiores a -200 °C. Essa baixa temperatura é justamente um dos principais desafios para a exploração contínua do satélite natural. A estufa, portanto, facilitaria as operações de longo prazo, permitindo maior resistência dos equipamentos e permanência na superfície.

Em junho de 2024, cerca de 1,9 quilo de amostras do lado oculto da Lua foram trazidos pela missão Chang’e-6. As análises desse material ajudaram a revelar novos dados sobre a formação e evolução dessa região do satélite.
Até hoje, os chineses só enviaram robôs à Lua. Embora não tenha envolvido humanos, essas empreitadas evidenciaram as capacidades espaciais do país asiático, que tem aprimorado o planejamento de enviar um astronauta ao espaço até 2030.
EUA miram viagem a Marte
Depois da bem sucedida ida à Lua, a Nasa agora olha com mais atenção para Marte e pretende enviar pessoas ao planeta na década de 2030. É um prazo bastante ambicioso, tendo em vista os obstáculos tecnológicos que ainda precisam ser superados.
Para isso serve a ida ao satélite natural. Em uma base lunar, a agência espacial estadunidense pode aperfeiçoar a tecnologia para fornecer o ar e a água de que os astronautas necessitam. Eles ainda precisam descobrir como gerar energia e construir habitats para escapar das temperaturas extremas e da radiação espacial.






