O custo médio de vida no Brasil tem gerado preocupação entre consumidores. Enquanto o salário mínimo está em R$ 1.621 em 2026, as despesas mensais chegam a mais que o dobro. Essa diferença evidencia um desequilíbrio no orçamento.
Levantamento da Serasa em parceria com o Opinion Box aponta média mensal de R$ 3.520. Além disso, sete em cada dez brasileiros notaram aumento nos gastos recentes. O cenário reforça a sensação de perda de poder de compra.
Principais despesas do orçamento
Entre os maiores gastos estão alimentação, moradia e contas fixas. Juntas, essas categorias representam mais da metade das despesas mensais. Isso mostra como itens essenciais consomem a maior parte da renda.
O supermercado lidera os custos, com média de R$ 930 por mês. Já as contas recorrentes, como energia e internet, somam cerca de R$ 520 mensais. Esses valores variam conforme a região do país.
A moradia também pesa no orçamento, com média nacional de R$ 1.100. Esse valor inclui aluguel, financiamento ou condomínio. Para muitas famílias, esse é o gasto mais difícil de reduzir.
Diferenças regionais
Os custos variam significativamente entre as regiões brasileiras. O Sul apresenta o maior valor médio mensal, chegando a R$ 3.940. Já o Nordeste registra o menor custo, com cerca de R$ 2.760.
Essas diferenças também aparecem em itens específicos, como alimentação e habitação. No Sul, o gasto com supermercado ultrapassa R$ 1.100, enquanto no Nordeste é menor. Isso reflete desigualdades econômicas regionais.
O transporte também segue essa tendência, com média nacional de R$ 350 mensais. Regiões mais urbanizadas tendem a ter custos mais elevados. Isso impacta diretamente o orçamento das famílias.

Desafios e adaptação financeira
Além das despesas básicas, saúde, educação e lazer também pesam no bolso. Gastos com saúde chegam a R$ 540 mensais, enquanto educação ultrapassa R$ 600. Esses valores ampliam a pressão financeira.
Mesmo com o cenário desafiador, poucos brasileiros consideram mudar de cidade. Apenas uma pequena parcela avalia essa alternativa para reduzir custos. A decisão envolve fatores além das finanças.






