O que hoje parece uma oportunidade impossível de ser ignorada quase teve um desfecho bem diferente. Anos antes de chegar ao futebol europeu, Endrick esteve próximo de acertar com um gigante paulista, mas a negociação não avançou porque o clube considerou inviável custear a mudança de sua família para São Paulo.
A história veio à tona por meio de Douglas Sousa, pai do atacante. Segundo ele, o clube em questão era o Corinthians, que recebeu uma recomendação para contratar o garoto após sua participação de destaque na Go Cup de 2016, quando defendia o BFA/São Paulo, de Brasília.
De acordo com Douglas, um captador ligado ao time alvinegro elaborou um relatório destacando o potencial do jovem e sugerindo um investimento para levá-lo à capital paulista. No entanto, a diretoria avaliou que os custos da transferência familiar eram elevados demais.
Na época, o Corinthians era presidido por Roberto de Andrade, enquanto José Onofre de Souza Almeida e Fausto Bittar Filho comandavam as categorias de base. A Go Cup daquele ano reuniu mais de 1.700 crianças de sete a 12 anos, representando 12 países.

Palmeiras apostou no projeto e colheu os resultados
O Palmeiras seguiu por outro caminho. O clube aceitou bancar a mudança da família para São Paulo e ainda ofereceu uma oportunidade de trabalho para Douglas Sousa, abrindo as portas para a chegada de Endrick em 2017.
A aposta deu resultado. Endrick se destacou na base e no profissional, conquistou cinco títulos, marcou 21 gols e deu três assistências em 82 jogos. Depois, foi vendido ao Real Madrid por 72 milhões de euros, cerca de R$ 409 milhões na época. Mais tarde, atuou por empréstimo no Lyon, onde somou oito gols e sete assistências em 21 partidas, desempenho que ajudou a garantir sua convocação para a Copa do Mundo de 2026.





