O Governo acabou de decidir pelo impedimento da entrada em estádios de pessoas que estejam devendo pensão alimentícia. A medida já entrou em vigor e deve atingir cerca de 13 mil cidadãos cadastrados nos registros de inadimplentes, justamente durante os jogos do futebol argentino.
Na Argentina, a decisão foi oficializada por meio da Resolução 429/2026, publicada no Boletim Oficial e assinada pela ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva. O texto amplia o alcance do programa Tribuna Segura, utilizado desde 2017 nos controles de acesso aos estádios.
Até então, o sistema era voltado principalmente para pessoas envolvidas em casos de violência, infrações ligadas a drogas ou indivíduos com mandados de prisão. No entanto, a partir de agora, os registros de devedores alimentares também passarão a integrar a base nacional de fiscalização.
O controle seguirá sendo realizado por meio do escaneamento do DNI nos arredores das arenas esportivas. Caso o sistema identifique alguma restrição judicial ou administrativa relacionada ao não pagamento da pensão, o torcedor será impedido de entrar no estádio até regularizar a situação.

Governo amplia fiscalização nos jogos de futebol
Segundo o Ministério da Segurança, a medida surgiu após o recebimento de diversos pedidos judiciais para inclusão desses inadimplentes no sistema. A intenção é usar eventos de grande público, como partidas da Liga Profesional e torneios internacionais, como uma forma adicional de pressão para garantir o pagamento das obrigações alimentares.
A resolução também unifica o funcionamento da regra em todas as províncias que aderem ao Tribuna Segura. Antes disso, cidades como Buenos Aires e a província de Salta já possuíam normas semelhantes, mas agora o controle passa a valer nacionalmente durante operações de segurança nos estádios.
De acordo com fontes oficiais, a lista inicial reúne cerca de 13 mil pessoas, embora o número possa mudar conforme decisões da Justiça e atualizações dos registros civis. O governo argentino afirma que a restrição tem caráter preventivo e busca proteger famílias e menores afetados pelo não pagamento da pensão alimentícia.






