A pressão das contas no fim do mês ainda pesa para milhões de brasileiros, especialmente entre os mais velhos. No entanto, mudanças recentes na legislação começaram a abrir caminhos que podem aliviar parte desse cenário.
Em 2026, idosos com mais de 60 anos passaram a contar com benefícios previstos desde a sanção da Lei do Superendividamento, em 2021. Justamente essa norma trouxe mecanismos que ajudam a preservar a renda e até reduzir ou eliminar alguns custos essenciais.
Entre os principais alívios está a conta de energia elétrica, que pode ter desconto por meio da Tarifa Social. O benefício atende famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único e, em alguns casos, pode chegar a uma redução significativa do valor cobrado.
Outro ponto importante envolve o IPTU, que pode ser dispensado em diversas cidades do país. No entanto, a isenção depende de critérios como renda limitada, posse de apenas um imóvel e uso da residência como moradia principal.
Já no Imposto de Renda, idosos a partir de 65 anos contam com uma faixa extra de isenção sobre aposentadorias e pensões. Isso reduz a carga tributária e pode até mesmo eliminar a necessidade de pagamento em determinadas situações.
Além disso, a lei também atua diretamente sobre dívidas bancárias, como cartão de crédito, cheque especial e crédito consignado. Quando a renda mínima é comprometida, o idoso pode solicitar revisão judicial com პირობ melhores de pagamento.

Crescimento do endividamento acende alerta
Mesmo com essas medidas, o número de idosos endividados segue aumentando no Brasil. Dados da Serasa Experian mostram que o total saltou de 9,2 milhões em 2019 para 15,9 milhões em janeiro de 2026.
Somente no último ano, houve aumento de 1,8 milhão de pessoas nessa condição. Justamente esse avanço contínuo reforça a importância de políticas que protejam a renda e garantam condições mais justas para essa parcela da população.






