A punição aplicada pela Conmebol a um jogador do Palmeiras e da Seleção Brasileira movimentou os bastidores do futebol sul-americano nos últimos dias. O atleta foi suspenso por quatro meses, enquanto a entidade ainda solicitou que a Fifa amplie a medida para competições em todo o mundo.
O caso envolve Eduardo Conceição, atacante de apenas 16 anos que atua nas categorias de base do Palmeiras. O jovem disputou o Sul-Americano sub-17 pela Seleção Brasileira em abril e acabou enquadrado por discriminação no artigo 149 do regulamento da competição.
A situação aconteceu durante o confronto entre Brasil e Argentina pelas quartas de final do torneio. Segundo as informações divulgadas, Eduardo acusou o meia Benítez, da Argentina, de cometer racismo durante o segundo tempo da partida.
No entanto, o árbitro David Ojeda não aplicou o protocolo antirracismo previsto para casos do tipo. Depois da vitória brasileira por 3 a 0, Eduardo Conceição comemorou o gol imitando um macaco em forma de protesto, algo que a Conmebol interpretou de outra maneira ao aplicar a punição.
A informação sobre a suspensão foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pelo UOL. Além disso, a decisão da Comissão Disciplinar da Conmebol prevê um pedido formal para que a Fifa reconheça a punição em âmbito mundial.

Clubes e federações contestam decisão
A decisão também atingiu Benítez, que recebeu a mesma suspensão de quatro meses. De acordo com a imprensa argentina, a AFA já entrou com recurso para tentar reverter a penalidade aplicada ao jogador da seleção argentina.
Já a CBF também recorreu da decisão envolvendo Eduardo Conceição. O Palmeiras, por sua vez, discorda totalmente da punição e entende justamente que a Conmebol acabou punindo um garoto preto que havia sido vítima de racismo durante a partida disputada no Sul-Americano sub-17.






