Uma dúvida muito comum entre as mães que chefiam lares sozinhas é se elas perdem o direito ao Bolsa Família quando conseguem um emprego ou melhoram de renda. Embora o valor de R$ 218 por pessoa seja a regra para entrar no programa, o Governo Federal possui mecanismos que permitem a continuidade do pagamento mesmo se o faturamento do lar subir.
Para ingressar no programa de transferência de renda, a conta básica exige que a soma de todos os salários da casa, dividida pelo número de moradores, não passe do teto de R$ 218. Além disso, a chefe de família precisa manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico). É importante destacar que o fato de ser mãe solteira não dá direito automático ao benefício, mas esse grupo é prioridade devido à vulnerabilidade.

O segredo para continuar recebendo o auxílio mesmo ganhando mais chama-se Regra de Proteção. Esse dispositivo foi criado justamente para dar segurança econômica aos beneficiários que conquistam uma vaga no mercado de trabalho ou formalizam uma atividade. Caso a renda por pessoa suba, mas permaneça dentro do limite máximo estipulado para essa regra, a mãe solteira não é excluída do sistema do governo.
Mães solteiras precisam estar atentas às regras do Bolsa Família
Durante a permanência nessa modalidade de proteção, a família pode continuar no Bolsa Família por até dois anos. O valor do benefício é cortado pela metade, recebendo 50% do valor total a que teria direito normalmente. Essa ajuda parcial funciona como uma rede de segurança para que a trabalhadora consiga se estabilizar na nova realidade financeira.
Em resumo, uma mãe solo com renda acima de R$ 218 pode sim continuar no Bolsa Família, desde que já fizesse parte do programa antes do aumento salarial. A principal recomendação para não ter problemas com o benefício é comparecer ao posto de atendimento local e atualizar o CadÚnico sempre que houver mudança no emprego.





