O debate sobre o fechamento de supermercados aos domingos voltou a ganhar força no Brasil, justamente com a possibilidade de mais dois estados aderirem à medida. A discussão já aponta para mudanças no funcionamento do setor e pode impactar diretamente consumidores e trabalhadores nos próximos anos.
Após decisões recentes no Espírito Santo e avanços nas discussões em Goiás, o tema agora chega com intensidade à Bahia. Em Salvador, representantes dos trabalhadores e empresários iniciaram negociações que podem alterar a rotina do comércio local.
A proposta tem ganhado destaque por envolver não apenas o consumo, mas também as condições de trabalho no setor supermercadista. Para muitos profissionais, a mudança é vista como uma tentativa de melhorar a qualidade de vida diante da atual escala.
O presidente do sindicato da categoria em Salvador, Antônio Suzart, afirmou que há expectativa de avanço nas negociações. No entanto, ele reconhece que a resistência por parte dos empresários ainda é um obstáculo importante nesse processo.
Segundo Suzart, na Bahia não existe uma legislação específica que proíba o funcionamento aos domingos. Atualmente, a abertura ocorre por meio de acordos definidos em convenções coletivas, que estão em fase de negociação.
Para os trabalhadores, o fechamento nesse dia é considerado uma medida necessária diante da escala 6×1. Ele destaca que muitos profissionais têm apenas um dia de descanso semanal, que nem sempre coincide com o domingo.

Expectativa de mudança ainda enfrenta resistência
Mesmo com a oposição do setor patronal, há uma expectativa de que o fechamento avance até o fim de 2026. Empresários argumentam que os supermercados são essenciais e defendem a liberdade do consumidor para escolher quando fazer compras.
Esse posicionamento, no entanto, tem sido contestado pelos trabalhadores, que apontam o desgaste da jornada atual. Ainda assim, uma mudança efetiva dependerá de avanços legislativos, já que dificilmente o setor adotaria a medida de forma espontânea.






