A conclusão de um trecho estratégico de uma megaferrovia que passa por 53 municípios brasileiros já tem prazo definido e deve ocorrer ainda em 2026. A expectativa é que a entrega fortaleça a logística no Nordeste e amplie a ligação entre áreas produtoras e um dos principais portos da região.
A previsão foi confirmada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, que afirmou que as obras seguem em ritmo acelerado. Segundo ele, o segmento que fará a conexão da Transnordestina com o Porto de Pecém, no Ceará, deverá ser finalizado até o fim do próximo ano.
O projeto está entre os maiores empreendimentos ferroviários do país. A linha principal possui 1.206 quilômetros de extensão, além de 73 quilômetros de ramais, ligando Eliseu Martins, no Piauí, ao litoral cearense. Ao longo do trajeto, os trilhos cruzam 53 municípios distribuídos entre Ceará, Piauí e Pernambuco.
Atualmente, uma parte significativa da estrutura já está pronta. De acordo com as informações divulgadas, 727 quilômetros de trilhos já foram concluídos, o que representa um avanço importante para uma obra que acumula décadas de tentativas, revisões e atrasos desde sua concepção.
O histórico do projeto é antigo. A necessidade de uma ferrovia de grande porte na região foi discutida ainda na década de 1950, mas a proposta acabou sendo deixada de lado. Já o modelo atual surgiu em 2006, durante o governo Lula, embora o cronograma inicial não tenha sido cumprido.

Projeto também mira integração com outros corredores logísticos
Além da ligação com o Porto de Pecém, o governo trabalha para viabilizar a extensão até o Porto de Suape. A proposta passa por Salgueiro, em Pernambuco, cidade apontada como futuro ponto de integração entre a Transnordestina e a Ferrovia Norte-Sul, ampliando a capacidade logística da região.
Na prática, a ferrovia foi planejada para o transporte de cargas como soja, milho, fertilizantes, cimento, combustíveis e minério. Segundo George Santoro e o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a expectativa é reduzir custos, atrair novos investimentos, estimular a instalação de armazéns e gerar empregos, além de contribuir para um transporte mais sustentável.





