Um novo estudo apontou que os carros com motor de combustão são menos confiáveis que os elétricos. Segundo o mais recente relatório anual de estatísticas de pane do Automóvel Clube Alemão (ADAC), os carros a combustão apresentam significativamente mais falhas e o principal responsável por isso é a bateria de partida.
O levantamento foi feito com base nas panes relatadas pelos usuários do ADAC e os resultados ressaltaram as estatísticas do ano anterior. O Automóvel Clube Alemão é o maior clube de automóveis da Europa e é integrado por um a cada quatro alemães, sendo acionado em casos de problema veicular.
O ADAC analisou quantos casos por mil carros foram registrados em 2025 e, a partir daí, calculou o chamado índice de panes (PKZ). Foram levados em consideração 158 modelos de veículos, de 27 fabricantes diferentes, sendo todos eles entre os mais frequentemente licenciados na Alemanha.

De acordo com os dados, um carro elétrico com quatro anos de uso apresentou um PKZ de 6,5, enquanto veículos a combustão da mesma idade chegaram a 12,5. Segundo a entidade, essa diferença se explica pelo fato de os carros elétricos possuírem um número menor de componentes sujeitos ao desgaste.
A causa mais frequente de atendimentos da assistência em estrada é um defeito na bateria de partida. Quase metade dos casos está ligada a esse problema. Nos carros a combustão, as falhas típicas envolvem componentes do trem de força ou do sistema de combustível, enquanto nos elétricos a questão está associada ao sistema de bordo.
Veículos mais antigos dão mais problema
De uma forma geral, quanto mais antigo for o carro, maior é a chance de pane. Ainda assim, os veículos mais velhos apresentam números bem significativos: em 2015, um carro com dez anos tinha uma probabilidade de pane de 6,5%, já em 2025, esse índice caiu para apenas 3,1%.
Ao longo do ano passado, foram quase 3,7 milhões de casos atendidos pelo ADAC. Em paralelo a isso, as vendas de carros elétricos cresceram no território alemão, abrangendo 24% dos 300 mil veículos novos comercializados em março.






