Engana-se quem pensa que Brasil, Argentina ou Chile são os países que mais crescem na América do Sul. Quem detém esse posto é a Guiana, que muitas vezes é esquecida no continente, mas que, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), deverá ter o maior crescimento do ano da economia global.
De acordo com o FMI, o vizinho do Brasil deve avançar 16,2%. Atrás da Guiana na projeção internacional aparecem Etiópia, com 9,2%, e Guiné, com 8,7%. A previsão de crescimento para a economia global é de 3,1% neste ano e 3,2% em 2027 – a guerra no Oriente Médio fez a entidade reduzir as expectativas.
A Guiana terá o maior orçamento público de sua história em 2026. Isso se deve, principalmente, às taxas cobradas pela exploração, de R$ 39 bilhões – um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior, e de 307% a mais desde 2021, segundo o governo.

As autoridades do país esperam ver a economia não relacionada ao petróleo avançar 10,8%. O boom econômico ocorreu após o início da exploração de petróleo em suas águas costeiras. Com a alta do petróleo, a expectativa é que os ganhos sejam impulsionados.
Os recursos obtidos devem ser usados para o desenvolvimento. Estão previstos, por exemplo, investimentos de R$ 5 bilhões para a construção de estradas e pontes, incluindo uma nova ligação com o Brasil. Haverá, também, isenções fiscais para diversos setores, incluindo a agricultura, os móveis e a produção de joias.
Guiana está a frente do Brasil
Conforme destacado anteriormente, a Guiana tem o maior crescimento previsto para o ano de 2026. O Brasil, por sua vez, figura bem atrás nesse sentido, com 1,9% neste ano e alta de 2% em 2027.
Apesar dos dados mostrarem alta, o país vizinho vive uma desaceleração em relação aos anos anteriores. Após crescimento de 63,3% em 2022, a nação registrou a seguinte sequência: 43,8% em 2023, 43,8% em 2024 e 19,3% em 2025.






