As obras da ponte que substituirá a travessia de balsa no Rio Grande do Sul sofreram mais um adiamento e devem demorar ainda mais para saírem do papel. Essa é a terceira vez que a estrutura prometida pelas autoridades há 60 anos é adiada e frustra as populações das cidades de Triunfo e São Jerônimo.
Os estudos do projeto que pretende colocar fim a travessia de balsa através do Rio Jacuí, na Região Carbonífera, deveriam ter sido concluídos há um ano. Desta vez, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltou a prorrogar a elaboração em mais seis meses.

O trabalho é considerado complexo e exige uma análise minuciosa. Responsável pela estrutura, a empresa Magna Engenharia tem até o dia 13 de setembro para concluir os estudos. Com isso, a vigência do contrato também foi alterada, sendo estendida até março de 2027, com custo estimado de R$ 2,58 milhões.
A princípio, os estudos deveriam ter sido concluídos em março de 2025. Esse é o último estágio antes do início da construção. A ponte será erguida sobre o rio, ficando mais ao leste na comparação onde atualmente passa a balsa e exigirá, também, uma conexão com asfalto à BR-470.
Ponte resolverá a mobilidade da região
Hoje, a travessia entre os municípios gaúchos é feita exclusivamente de balsa. O percurso dura cerca de 15 minutos e, em média, mil veículos passam por dia na região.
A ponte, portanto, deve facilitar e muito a mobilidade urbana do lugar. Desde, é claro, que finalmente saia do papel. Devido a falta de uma passagem a seco, a BR-470 fica dividida em duas neste trecho.
Em épocas de chuvas intensas e forte estiagem, o serviço da balsa chega a ser interrompido e afeta consideravelmente o cotidiano das populações gaúchas.






