O presidente da Fifa, Gianni Infantino, tirou sarro de uma das mais tradicionais seleções da história das Copas do Mundo. O mandatário da entidade máxima do futebol concedeu entrevista à CazéTV antes da abertura do torneio, nesta quinta-feira (11), e não perdeu a oportunidade de alfinetar a Itália.
Infantino foi questionado a respeito da possibilidade de mudar o formato do Mundial, passando para 64 seleções. O suíço-italiano deixou em aberto, mas pregou cautela. Em seguida, em tom bem-humorado, tirou uma onda com a Squadra Azzurra, que está fora da disputa pela segunda vez consecutiva.
“Primeiro temos que ver como vai funcionar essa primeira Copa do Mundo com 48 seleções. A gente até discutiu 64 seleções e, assim, você não tem mais partidas, acaba sendo o mesmo do que com 48, mas mais seleções participam e tem mais envolvimento do mundo inteiro. Vamos ver se a Itália se classifica com 64 seleções, ou talvez eu tenha que colocar 208 para ver se ela se classifica (risos)”, disse.
A edição de 2026 é a primeira com 48 seleções. Até então, apenas 32 países brigavam pela taça mais cobiçada do planeta bola. Quem sabe, com um número maior de nações, os italianos não consigam espantar de vez a crise que já dura ciclos consecutivos.

Itália caiu na repescagem para a Copa do Mundo
Comandado pelo ex-volante Gennaro Gattuso, o selecionado italiano ficou com a segunda colocação de seu grupo nas eliminatórias europeias – a Noruega de Haaland liderou a chave. Com isso, teve de disputar a repescagem.
A Squadra Azzurra até passou pelo primeiro desafio, deixando a Irlanda do Norte para trás na semifinal. Mas na decisão valendo a vaga, perdeu nos pênaltis para a Bósnia e, assim, ficou de fora da Copa pela segunda edição seguida.
Esse retrospecto recente escancara a crise que vive o futebol italiano. A tetracampeã do mundo é uma das seleções mais tradicionais e, naturalmente, sua ausência no torneio é sempre sentida de forma significativa.





