Presente em mesas de café da manhã, lanches rápidos e receitas sofisticadas, o queijo é um dos alimentos mais consumidos no mundo. Apesar da popularidade, ele frequentemente aparece no centro de debates sobre alimentação saudável.
Afinal, trata-se de um vilão, associado ao aumento do colesterol e da pressão arterial, ou pode ser incluído de forma equilibrada na dieta? A resposta, segundo especialistas em nutrição, está longe de ser simples e depende de fatores como o tipo de queijo, a quantidade consumida e o perfil de saúde de cada indivíduo.
O queijo é reconhecido por seu alto valor nutricional. Produzido a partir de diferentes tipos de leite — como o de vaca, cabra, ovelha e búfala —, ele concentra nutrientes importantes, incluindo proteínas de alta qualidade, cálcio, fósforo e vitaminas como A, D e do complexo B.
Esses componentes são fundamentais para o funcionamento do organismo. O cálcio, por exemplo, desempenha papel essencial na saúde óssea e muscular, enquanto as proteínas contribuem para a manutenção e reparação dos tecidos. Já as vitaminas participam de processos como a imunidade e o funcionamento do sistema nervoso.
Além disso, alguns tipos de queijo, especialmente os fermentados, contêm probióticos — microrganismos benéficos que auxiliam na saúde intestinal e na digestão.
O problema está no excesso, não no alimento
Apesar dos benefícios, o consumo de queijo deve ser feito com cautela. Isso porque muitos tipos apresentam altos níveis de gordura saturada e sódio, substâncias que, em excesso, podem contribuir para o aumento do colesterol e da pressão arterial.
Queijos mais gordurosos, como parmesão, provolone e brie, concentram maiores quantidades dessas substâncias. Já opções como cottage e ricota costumam apresentar menor teor de gordura e sódio, sendo frequentemente indicadas em dietas equilibradas.
Outro ponto importante é que a cor do queijo, muitas vezes usada como referência popular, não é um indicativo confiável de seu teor de gordura. Mesmo queijos mais claros podem conter níveis significativos de gordura saturada, o que reforça a necessidade de atenção aos rótulos nutricionais.

Moderação: a principal recomendação dos especialistas
De acordo com nutricionistas e cardiologistas, o segredo para incluir o queijo na alimentação está na moderação. O alimento não deve ocupar o papel de prato principal, mas sim atuar como complemento em refeições.
A recomendação é utilizá-lo em pequenas quantidades, seja em saladas, sanduíches ou pratos quentes. Essa estratégia permite aproveitar seus benefícios nutricionais sem comprometer o equilíbrio da dieta.
Para pessoas com condições específicas, como hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca, o cuidado deve ser redobrado. Nesses casos, a ingestão de sódio precisa ser rigorosamente controlada, o que pode levar à restrição significativa — ou até à exclusão — de determinados tipos de queijo.
Tipos de queijo: diferenças que fazem impacto na saúde
A variedade de queijos disponíveis no mercado também influencia diretamente seu impacto na saúde. Enquanto o cottage se destaca pelo baixo teor de gordura e alto conteúdo proteico, a muçarela, embora nutritiva, pode apresentar versões mais calóricas.
A muçarela de búfala, por sua vez, costuma ter menor teor de gordura saturada e maior concentração de cálcio, sendo considerada uma alternativa interessante. Já queijos como prato e provolone devem ser consumidos com maior cautela devido ao elevado teor de sódio e gordura.
Essa diversidade mostra que nem todos os queijos são iguais — e que escolhas informadas podem fazer diferença significativa na qualidade da alimentação.
Aliado ou vilão? Depende do contexto alimentar
Classificar o queijo como vilão ou aliado é uma simplificação que não reflete a complexidade da alimentação saudável. Em uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras, o queijo pode ser incorporado sem prejuízos e até trazer benefícios.
Além de contribuir com nutrientes essenciais, ele pode ajudar no controle do apetite, graças à combinação de proteínas e gorduras, que promovem maior sensação de saciedade. No entanto, o consumo excessivo pode levar ao aumento da ingestão calórica e, consequentemente, ao ganho de peso.
Para quem deseja manter o queijo no cardápio sem comprometer a saúde, algumas estratégias são recomendadas. Optar por versões menos processadas, com menor teor de gordura e sódio, é um dos principais caminhos. Também é importante controlar as porções e combinar o alimento com opções mais nutritivas, como vegetais, frutas e grãos integrais.







