O projeto do trem mais rápido do Brasil, com velocidade de até 140 km/h e investimento bilionário de R$ 14,2 bilhões, promete transformar o transporte ferroviário paulista nos próximos anos. A proposta ainda prevê capacidade para mais de 850 passageiros por viagem, justamente com foco em agilizar deslocamentos entre cidades importantes do estado.
A iniciativa contempla o Trem Intercidades, além do Trem Intermetropolitano e da modernização da Linha 7-Rubi. Segundo o governo paulista, o novo sistema pretende reduzir o tempo de viagem entre Campinas e São Paulo para apenas 64 minutos, algo visto como estratégico para milhares de passageiros diariamente.
As primeiras intervenções já começaram em Vinhedo, enquanto o cronograma prevê avanço das obras entre Campinas e Jundiaí antes da expansão até a capital. A operação ficará sob responsabilidade da TIC Trens, que projeta o início do funcionamento do serviço em 2029, inicialmente com o trecho intermetropolitano.
O presidente da TIC Trens, Pedro Moro, afirmou que nove trechos já foram mapeados ao longo dos 40 quilômetros entre Campinas e Jundiaí. Conforme explicou, os trabalhos atuais envolvem drenagem e remoção de interferências, justamente para preparar a estrutura necessária para a futura implantação dos trilhos.

Projeto ferroviário prevê impacto em 11 cidades
De acordo com as projeções divulgadas pelo governo estadual, o Trem Intercidades deve beneficiar diretamente 11 municípios paulistas. Além disso, a expectativa é alcançar cerca de 672 mil passageiros por dia considerando todos os serviços ferroviários integrados previstos no projeto.
O percurso completo terá aproximadamente 101 quilômetros, conectando a Estação Barra Funda, em São Paulo, até Jundiaí e Campinas. No entanto, o cronograma prevê duas fases distintas de funcionamento, começando pelo Trem Intermetropolitano entre Jundiaí e Campinas, com tempo médio estimado em 33 minutos.
Já o serviço expresso entre Campinas e São Paulo tem previsão oficial para operar somente em 2031. O modelo ainda promete assentos marcados, espaços para bagagens e bicicletas, além de estrutura voltada para viagens de média distância. Até mesmo a geração de mais de 10 mil empregos diretos e indiretos está prevista pelo governo estadual.






