Um vizinho do Brasil deve receber bilhões de reais do Banco Mundial para colocar suas contas em dia. Conforme informou o órgão, nesta quinta-feira (16), está sendo negociada uma garantia de até US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões, na cotação atual) para ajudar a refinanciar a dívida da Argentina.
O empréstimo contaria com o apoio do Bird (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento) e da Miga (Agência Multilateral de Garantia de Investimentos). A operação, no entanto, está sujeita à aprovação do Conselho de Diretores Executivos do Banco Mundial. Em caso de sinal positivo, será concretizada.
Da parte do governo argentino, a intenção é de retornar aos mercados de capitais internacionais para depois tratar de formas mais baratas de acessar o financiamento por meio de instituições multilaterais, como o próprio Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, a Argentina quer que o spread de seus títulos internacionais, que atualmente está acima de 500 pontos-base, caia para próximo de 250 pontos-base antes de recorrer aos mercados internacionais de títulos. A atual recomendação de crédito tornaria difícil atingir essa meta em breve.
Argentina vive situação delicada
Os dados econômicos do vizinho do Brasil não são nada animadores. Em março, a inflação atingiu 3,4%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Os indicadores mostram uma aceleração em relação aos 2,9% registrados em fevereiro, marcando o maior nível atingido em um ano. Nos 12 últimos meses até março, os dados ficaram em 32,6%, abaixo dos 33,1% registrados no mês anterior.
As maiores altas em fevereiro foram na educação (12,1%) e transporte (4,1%). Aparecem abaixo habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (3,7%), recreação e cultura (3,6%), restaurantes e hotéis (3,4%), além de alimentos e bebidas não alcoólicas (3,4%).






