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Manaus
VIOLÊNCIA

'Foi uma sequência de 4 a 5 tiros', diz empresário baleado em tiroteio no Porão

O empresário contou que quando escutou os tiros tentou fugir do local pela saída de emergência, mas foi atingido com um tiro nas costas 25/11/2017 às 10:49 - Atualizado em 25/11/2017 às 11:20
Show iuri
O empresário Iuri de Paiva conversou com a reportagem na manhã deste sábado (25)(Foto: Divulgação)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O empresário Iuri de Paiva, de 46 anos, foi atingido com um tiro nas costas durante um tiroteio na madrugada deste sábado (25) no bar do Porão do Alemão. Ele foi encaminhado para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul de Manaus, mas recebeu alta na manhã de hoje. O advogado Wilson Justo Filho morreu e outras duas pessoas ficaram feridas após tiros serem disparados pelo delegado Gustavo Sotero.

 Em conversa com o Portal A Crítica por volta das 9h40 deste sábado (25), Iuri contou que por volta das 2h da madrugada escutou o primeiro barulho de tiro no estabelecimento. Ele pensou que tudo se tratava apenas de uma brincadeira. "Estava com os meus amigos assistindo os shows das bandas. Tudo estava tranquilo. Por volta das 2h da madrugada, ouvi o primeiro tiro e pensei que era catolé. Depois escutamos uns 4 e 5 cinco tiros, e corremos para a saída de emergência, mas um dos tiros me atingiu", explicou Iuri.

O empresário também lembrou que logo em seguida foi conduzido para a unidade hospitalar da cidade, mas foi liberado na manhã deste sábado (25), porque a bala entrou e saiu do seu corpo."Foi uma sequência de 4 a 5 cinco. Como estava próximo da saída de emergência tentei correr, mas para mim não deu tempo. Na hora vi que tinha um rapaz caído perto de mim. Depois não vi mais nada, porque me conduziram para o hospital. Eu particularmente não vi nenhuma confusão e nem o que aconteceu", relatou.

Iuri comenta que antes do ocorrido encontrou com o advogado Wilson Justo Filho, morto durante o tiroteio, e a esposa dele, Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, de 31 anos, que ficou ferida. "Apenas quando cheguei em casa que soube que o Wilson tinha sido baleado. Ele era meu amigo. Tinha falado com ele antes de tudo acontecer. Estou agradecendo por estar vivo, mas lamento profundamente a morte dele", ressaltou.

De acordo com Iuri, é a primeira vez que acontece algo parecido no Porão do Alemão. "Sou frequentador do bar há quase 18 anos, ele é o quintal da minha casa. Nunca vi nenhuma confusão ou violência. Me falaram que o delegado tinha mexido com a esposa do Wilson, eles teriam começado a discutir e o policial teria sacado a arma e feitos os disparos, mas não vi nada", destacou uma das vítimas.

Ainda o empresário ressalta que não deixará a morte do amigo impune. "Estou descansando agora, mas hoje a tarde registrarei um Boletim de Ocorrência e isso não ficará impune. Um cara que era para proteger a população faz isso", completou.

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