Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
CASO FLÁVIO

Depoimentos tratam Alejandro Valeiko como alguém com distúrbios mentais

Vitorio Del Gatto, que em depoimentos se apresenta como cuidador do filho da primeira-dama, e Igor Ferreira, proprietário da casa, dizem que Alejandro tinha problemas psiquiátricos por conta das drogas



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04/10/2019 às 19:40

Dois depoimentos prestados durante as investigações do assassinato do engenheiro da Ambev Flávio Rodrigues, ocorrido no último domingo, definem Alejandro Valeiko, morador da casa onde Flávio estava antes de ser morto, como uma pessoa com transtornos psiquiátricos. Alejandro, que é filho da primeira-dama de Manaus, Elizabeth Valeiko, está com mandado de prisão em aberto por conta do homicídio de Flávio.

Os depoimentos do cozinheiro Vitorio Del Gatto, que morava com Alejandro Valeiko, e de Igor Gomes Ferreira, proprietário da casa do condomínio Passaredo onde Valeiko e Vittorio viviam, tratam o filho da primeira-dama como dependente químico e alguém com problemas psiquiátricos. Os dois depoimentos, tomados no último dia 30, destacam que Vitorio morava no local   para cuidar de Alejandro. Vitorio é um dos cinco suspeitos do crime que já estão presos. 



Segundo Vitorio, ele morava no local havia quatro meses e realizava "trabalhos de cuidador" de Alejandro, "pois este tem problemas psiquiátricos, além de ser dependente químico". O cozinheiro, que é italiano, afirmou ainda, no depoimento, que fazia o trabalho de maneira voluntária. Em 16 de maio deste ano, em seu perfil no Facebook, Vitorio postou uma foto ao lado de Alejandro em um restaurante japonês. No mesmo dia, ele também registrou o encontro no Instagram.

Um laudo anexado a um outro processo (na esfera cível) no Tribunal de Justiça do Amazonas, datado de outubro de 2015, afirma que Valeiko sofria de "transtornos mentais e de comportamento decorrentes do uso de múltiplas drogas e substâncias psicoativas", diz o laudo assinado por Bruno Netto dos Reys, da Clínica Jorge Jaber, localizada em Vargem Pequeno, Rio de Janeiro. Foi justamente para o Rio de Janeiro que Alejandro embarcou no último dia 30, um dia após a morte de Flávio e na mesma hora em que o corpo da vítima era encontrado em um terreno no Tarumã.

Na última quarta-feira, na única aparição pública de Elisabeth Valeiko após o ocorrido, ela afirmou que o filho " é doente, mas ele não é assassino. Ele não matou ninguém". O prefeito Arthur Neto, por sua vez, revelou em post nas redes sociais que o enteado havia ido para uma clínica de reabilitação.

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Jornalista de A CRÍTICA

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