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Manaus
AFASTADO

Empresa afasta de plantões médico obstetra que agrediu grávida durante parto

Decisão pela "suspensão imediata" foi tomada nesta quarta-feira pelo Igoam, mais de 24 horas após o vídeo de violência obstétrica vir à tona na internet 21/02/2019 às 10:59 - Atualizado em 21/02/2019 às 12:05
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Armando Araújo já foi candidato a deputado federal em 2014
acritica.com Manaus

A direção do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam), empresa que presta serviços para o Governo do Estado e a qual o obstetra Armando Araújo é cooperado, decidiu pela "imediata suspensão dos plantões e atividades realizadas pelo sócio Armando Andrade Araújo". Armando foi flagrado cometendo evidente violência obstétrica contra uma grávida em trabalho de parto dentro da Maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus.

O caso de violência obstétrica aconteceu nove meses atrás, mas que veio à tona nesta terça-feira (19) com a divulgação de um vídeo em redes sociais onde o médico aparece agredindo a vítima. Nas imagens, ele chega a bater entre a perna e a virilha de uma moça em trabalho de parto. Hoje, a jovem afirma que sequer deseja ter outros filhos, diante do trauma ocasionado pela situação.

De acordo com o Igoam, a suspensão de Armando Araújo foi decidida em uma reunião entre a Diretoria Executiva e a Comissão Disciplinar da empresa, ocorrido nesta quarta-feira. A Secretaria de Estado da Saúde (Susam), contratante dos serviços do Igoam,  já havia se manifestado solicitando que a empresa afastasse  o profissional.

No âmbito profissional, junto ao Igoam,  Armando Araújo será alvo de processo disciplinar para averiguação do caso. No âmbito criminal, ele recebeu a sexta denúncia por violência obstétrica e deve ser ouvido na próxima semana pela Polícia Civil.

Mesmo afastado pelo Igoam, Armando Araújo poderá continuar prestando serviços em hospitais privados normalmente. Isso porque, a despeito de sua ficha conter três processos na Justiça, e inclusive uma prisão por corrupção passiva, ele jamais foi punido pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam).

De acordo com o Igoam, a conduta do profissional  flagrada no vídeo foi um "caso isolado, de caráter individual e não reflete o trabalho coletivo realizado pelos demais sócios da empresa".  A empresa afirmou, ainda, que após a prisão de Armando, no ano de 2015, ele " foi afastado imediatamente e só foi reconduzido ao exercício dos plantões médicos em cumprimento a determinação judicial, assinada pela juíza Ida Maria Costa de Andrade, ao deferimento do pedido liminar do mesmo, mediante processo número 0619570-10.2015.8.04.0001".

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