O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atua como responsável por arrecadar as contribuições e operacionalizar os direitos e pagamentos da Previdência Social no Brasil. No entanto, mesmo que atenda milhões de pessoas, costuma gerar dúvidas sobre a forma de distribuição dos auxílios, especialmente no que diz respeito aos bloqueios automáticos.
Atualmente, o Brasil possui mais de 62 milhões de pessoas que contribuem para o INSS e, mesmo assim, poucos reconhecem e respeitam as diretrizes impostas pela autarquia federal. Por autorizar a liberação de benefícios mensais aos segurados, a entidade também consegue proibir as transferências. Em parcela dos casos, o bloqueio não acontece por fraude, mas sim por descuidos simples no dia a dia.

Quais são os erros mais comuns?
Falta de prova de vida: de acordo com o Governo Federal, é um procedimento obrigatório que serve para confirmar que o beneficiário de uma aposentadoria, pensão ou auxílio continua vivo. No entanto, muitos segurados não realizam o protocolo no prazo estabelecido ou apresentam inconsistências na verificação. Por consequência, há bloqueio temporário das transferências.
Dados desatualizados no cadastro: para receber o benefício do INSS, é imprescindível manter os dados pessoais atualizados. Eles incluem endereço, telefone e renda familiar. Caso divergências sejam detectadas nos sistemas da entidade, o auxílio pode ser interrompido. Dessa forma, todos os segurados devem se atentar às informações minuciosamente.
Não comparecer à perícia médica: todos os beneficiários de auxílio por incapacidade precisam ficar atentos às convocações para perícia. Isso porque, caso a ausência sem justificativa seja sacramentada, pode levar à suspensão imediata do pagamento. O protocolo é ativado devido ao fato de o INSS entender que não houve comprovação da condição de saúde.
Ignorar notificações oficiais: muitos brasileiros são avisados por carta ou pelo aplicativo Meu INSS sobre a necessidade de regularizar algumas pendências. Em muitos casos, os segurados ignoram ou deixam os alertas passarem despercebidos. Diante da ultrapassagem dos prazos, o Instituto Nacional do Seguro Social pode bloquear o repasse do benefício.
Acúmulo irregular de benefícios: por último, mas não menos importante, é possível que o mesmo indivíduo receba dois benefícios que não podem ser acumulados. Quando o sistema verifica a irregularidade, as transferências são suspensas de forma imediata. Por sua vez, o pagamento pode ser retomado desde que haja a regularização.






