Atualmente, os celulares são considerados peças essenciais para encurtar diálogos e manter acesso a informações de forma imediata por todo o mundo. No entanto, apesar de serem indispensáveis por parte de milhares de indivíduos, o aparelho pode cair em descenso nos próximos anos. Ao menos essa é a ideia defendida por Bill Gates, cofundador da Microsoft.
Diante de um cenário tomado por constantes evoluções tecnológicas, a Inteligência Artificial mostra-se cada vez mais imponente. Recentemente, o bilionário acendeu o debate sobre a parentalidade digital ao alertar que o uso constante de celulares ameaça a criatividade, a concentração e o desenvolvimento social das crianças em todo o planeta.

A fala de Bill Gates é evidenciada nos estudos, que destacam que a incidência de ansiedade aumentou 134% entre 2010 e 2018, e a de depressão, 106% no mesmo período. O curioso é que os problemas foram evidenciados em meio à massificação dos celulares. O visionário defende que as “horas tediosas”, cruciais para o desenvolvimento cognitivo, foram substituídas pela estimulação constante das telas.
Nesse ínterim, ao longo de sua carreira prestigiada à frente da Microsoft, Gates revelou que costumava tirar semanas anuais de reflexão em locais isolados. Em sua concepção, o afastamento da era digital foi essencial para o sucesso. Portanto, o bilionário confirma que o acesso de crianças a telas tende a substituir o tempo de brincadeira criativa e as interações sociais naturais.
Mas, afinal, quais caminhos adotar?
Diante das revelações de um dos homens mais ricos do mundo, o sinal de alerta foi ligado. Segundo especialistas, a fim de evitar problemas maiores causados pelo uso excessivo de telas, é recomendado propor o acesso limitado de celulares ou outros aparelhos até a idade adulta. Por sua vez, uma outra alternativa diz respeito a verificar a idade necessária para a introdução de crianças e adolescentes às redes sociais.
Contudo, para potencializar o desenvolvimento cognitivo, a escolha mais assertiva é reconstruir a “infraestrutura da infância”. Em outras palavras, isso significa tornar os parques e áreas de lazer alternativas atraentes às telas novamente. Na concepção de Bill Gates, a façanha “requer coordenação entre pais, escolas, empresas de tecnologia e formuladores de políticas”, e não apenas decisões individuais.






