Escolher o nome de um filho pode parecer uma tarefa simples, mas, em muitos dos casos, envolve a necessidade de homenagear um ente querido e até mesmo fazer referências culturais. Em um passado distante, as tendências eram outras, com as nomenclaturas sendo repassadas de geração em geração, sem nenhum peso histórico por detrás.
Com o passar do tempo e as novas gerações imergindo nos modismos, os nomes que outrora eram comuns deixaram de cair no gosto popular. Por consequência dessa mudança de postura, os cartórios do Brasil identificaram o declínio de algumas escolhas nas certidões de nascimento. Mas, afinal, quais são as nomenclaturas deixadas de lado por brasileiros?

Confira a lista:
Agenor: com origem na mitologia grega, tem como significado “homem corajoso” ou “aquele que tem muita força”. Historicamente, Agenor é descrito como um guerreiro troiano na Ilíada, filho de Antenor e que enfrentou Aquiles. Conforme dados do IBGE, essa nomenclatura integra a certidão de 28.397 brasileiros, mas está em descenso.
Ataíde: curiosamente, tem duas origens principais. Ele é predominantemente um sobrenome de família de origem portuguesa e um nome próprio com raízes germânicas que significa “pai de batalha” ou “pai guerreiro”. Conforme o levantamento efetuado no Brasil, existem 13.165 pessoas registradas. O problema é que essa escolha já não mais figura nas maternidades como antes.
Celestina: com origem latina, pode ser traduzida como “celestial”, “do céu” ou “pertencente ao céu”. O peso da fonética esteve presente no registro de milhares de mulheres nascidas até meados do século passado. Porém, mesmo que haja 4.855 brasileiras com esse nome, somente 0,3% dos registros atuais possuem essa marca.
Clotilde: de origem germânica, significa “guerreira gloriosa”, “famosa na batalha” ou “ilustre combatente”. Segundo os dados demográficos, 9.103 pessoas ainda carregam esse nome no Brasil, mas sua popularidade também vem declinando de forma consistente. Atualmente, essa nomenclatura tem um índice de apenas 0,5% nas últimas décadas.
Delfina: outrora popularizado entre as mulheres mais velhas, carrega consigo significados associados à geografia, à natureza e à nobreza. Conforme o IBGE, mais de 5.445 pessoas receberam esse nome no território brasileiro. Porém, a redução no número de nascimentos com esse registro é notável, chegando a 0,2% nos últimos períodos analisados.
Dolores: embora tenha uma conotação associada à tristeza (“dores” ou “sofrimentos”), carrega uma forte tradição histórica e religiosa. Entretanto, atualmente, no Brasil, existem 20.315 pessoas registradas com essa nomenclatura. Porém, desapareceu entre os recém-nascidos, comprovando o índice atual de apenas 0,1%.






