O Banco do Brasil apresentou uma nova tecnologia que pode transformar o comércio digital no território nacional em breve. Pela primeira vez uma compra foi realizada de forma integral por um agente de inteligência artificial, sem qualquer interferência humana durante o processo de pagamento.
O teste foi feito por empresas do setor financeiro e sinaliza a chegada de uma transformação nas transações financeiras. A primeira operação com IA foi realizada em março pelo BB e pela Visa. O chamado “comércio agêntico” é um modelo em que sistemas de inteligência artificial pesquisam, escolhem e pagam produtos em nome do consumidor.
Na prática, o usuário define parâmetros e autoriza o sistema a agir. Assim aconteceu na simulação: a ferramenta recebeu a meta de encontrar uma passagem aérea por até R$ 300, monitorou as opções disponíveis e finalizou a compra quando encontrou o preço desejado.

A tecnologia usa a tokenização, um sistema que substitui os dados reais do cartão por códigos digitais, assim aumentando a segurança das transações. O processo conta com autenticação integrada, monitoramento em tempo real e controle de risco automatizado.
Essa metodologia permite com que a compra seja concluída sem interação humana no momento final, mas ainda assim dentro das regras definidas pelo usuário. De toda forma, é uma nova maneira de fechar uma operação financeira que pode ganhar espaço em breve e provocar mudanças no cenário atual.
Pix pode perder espaço com transação por IA?
Diante dessa novidade, logo surge o questionamento a respeito do futuro do Pix. Abraçado pelos brasileiros, o sistema é amplamente utilizado hoje em dia, porém depende da ação manual do usuário para ser colocado em prática.
Ainda não há definição sobre isso. Fato é que no panorama moderno, as tecnologias automatizadas tendem a favorecer meios de pagamento contínuos e integrados, como cartões tokenizados, que permitem operações automáticas sem necessidade de confirmação a cada compra.






