Uma das concorrentes da Shopee e da AliExpress foi penalizada com uma multa bilionária por vender produtos ilegais. Trata-se da Temu, alvo de punição no valor de 200 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,1 bilhão, na cotação atual) aplicada pela Comissão Europeia.
De acordo com a entidade, a ação se deve ao fato de a empresa chinesa não ter conseguido “identificar, analisar e avaliar devidamente os riscos sistêmicos associados à venda de produtos ilegais na sua plataforma e os danos daí resultantes para os consumidores na União Europeia (UE)”.
Entre os produtos ilegais detectados pela comissão estão brinquedos para bebês, carregadores para celular e joias. Os produtos foram analisados e falharam nos testes básicos de segurança. O veredito aponta que a avaliação de riscos feita pela Temu em 2024 não respeita os padrões estabelecidos pela Lei europeia dos Serviços Digitais.

Ainda segundo o órgão, o valor da punição foi calculado com base na “natureza da infração, a sua gravidade em termos do número de utilizadores afetados e a sua duração”. Trata-se da multa mais elevada já imposta, superando os 120 milhões de euros aplicados à rede social X, do magnata Elon Musk, em dezembro de 2025.
Temu considera multa desproporcional
Em nota, a empresa chinesa afirmou que não concorda com a multa aplicada e que a considera desproporcional. Por essa razão, a companhia irá recorrer da sanção junto dos tribunais europeus, considerando “todas as opções disponíveis”.
“A Temu colaborou de forma construtiva com a Comissão ao longo de todo o processo e, desde então, tomou medidas adicionais para reforçar a avaliação de riscos, a governação da plataforma e a proteção do utilizador”, disse a empresa.
Caso não recorra, a companhia chinesa tem três meses para pagar a multa e apresentar à Comissão Europeia um plano de ação para corrigir as falhas detectadas, que, em seguida, serão alvo de um parecer do Comité Europeu dos Serviços Digitais.






