Enquanto o chamado Véio da Havan projeta abrir 15 lojas até 2026, Eike Batista tenta retomar espaço com dois novos negócios, justamente em um cenário de estratégias bem distintas. A expansão do varejo e a aposta em inovação energética mostram caminhos diferentes para crescimento.
O empresário Luciano Hang, à frente da Havan, quer fechar um ciclo importante com a marca de 200 unidades em operação. No entanto, esse plano está diretamente ligado aos 40 anos da empresa, comemorados justamente em 2026.
Já Eike Batista tenta reconstruir sua trajetória após enfrentar um dos maiores colapsos financeiros recentes do país. Até mesmo em eventos do setor, ele tem reforçado que pretende voltar ao protagonismo com novos projetos ligados à energia.
Durante o Energy Summit, no Rio de Janeiro, Eike apresentou a ideia de investir na cana-de-açúcar transgênica como alternativa de reposicionamento. No entanto, a proposta vai além do combustível, incluindo a produção de materiais biodegradáveis a partir da matéria-prima.
A intenção é utilizar o bagaço da cana para criar resinas que possam substituir o plástico em produtos como copos, canudos e embalagens. Justamente por isso, ele aposta em um futuro onde o material sustentável ganhe espaço global, apesar dos investimentos ainda limitados.
Segundo o próprio empresário, já existem 17 variedades da chamada “supercana”, com capacidade muito superior à tradicional. Até mesmo a produção de etanol e bagaço pode ser ampliada de forma significativa, o que reforça o potencial da iniciativa a longo prazo.

Expansão e aposta no futuro marcam estratégias distintas
Do lado da Havan, o ritmo de crescimento segue acelerado, com a inauguração de uma megaloja em Goiânia em janeiro de 2026. O espaço conta com 10 mil metros quadrados e deve gerar cerca de 200 empregos, resultado de um investimento de R$ 100 milhões.
Além disso, o plano inclui um aporte total de R$ 1,25 bilhão para viabilizar as novas unidades previstas até o fim de 2026. No entanto, regiões como o Rio Grande do Sul seguem como prioridade, onde os investimentos da rede já somam bilhões ao longo dos anos.






