Após a pandemia da COVID-19, responsável por vitimar mais de 7 milhões de pessoas no mundo, os cientistas ligaram o sinal de alerta em meio ao surgimento de um outro problema. Isso porque as autoridades sanitárias da França informaram, nesta quarta-feira (13), que mais de 1,7 mil pessoas estão confinadas a bordo de um navio de cruzeiro ao largo de Bordeaux, sudoeste do país.
Conforme informações preliminares das autoridades de saúde, exames estão sendo feitos nos passageiros a fim de decretar a possibilidade da presença do norovírus. Para uma melhor compreensão, o vírus altamente contagioso é responsável por causar gastroenterite aguda, uma inflamação no estômago e intestinos. Por ser de fácil contágio, pode protagonizar uma nova pandemia.

Para além dos mais de 1.200 passageiros, há ainda 514 tripulantes a bordo do cruzeiro. Embora seja uma das principais causas de “viroses intestinais”, provocando vômitos, diarreia intensa, náuseas e dores abdominais, o norovírus tornou-se um pilar preocupante da vigilância sanitária. Em resumo, a transmissão é rápida, ocorrendo por alimentos/água contaminados ou contato direto com pessoas/superfícies infectadas.
O que se sabe sobre o vírus encontrado no navio?
Após o surto de hantavírus que matou três pessoas e infectou outras 11 no cruzeiro MV Hondius, outra embarcação enfrenta uma disseminação viral entre passageiros. O alvo da vez é o navio da Ambassador Cruise Line. A embarcação partiu das Ilhas Shetland, no Reino Unido, no último dia 6, e está atracada na cidade francesa de Bordeaux.
De acordo com informações da imprensa francesa, a maioria dos passageiros é composta por britânicos e irlandeses. O problema viral poderia passar despercebido, mas uma das pessoas a bordo, um homem de 92 anos, faleceu no último domingo (10). Antes de chegar a Bordeaux, o navio parou ainda em Belfast (Irlanda do Norte), Liverpool (Inglaterra) e Brest (oeste da França).
“Se tratadas incorretamente ou não tratadas, as doenças diarreicas agudas podem levar à desidratação grave e ao distúrbio hidroeletrolítico, podendo ocorrer óbito, principalmente quando associadas à desnutrição ou à imunodepressão”, alerta o Ministério da Saúde, que não descarta a possibilidade de novas mortes serem registradas pelas autoridades.






