Uma operação da Polícia Federal expôs um esquema milionário de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que teria provocado prejuízo superior a R$ 11 milhões aos cofres públicos. Batizada de Operação Sexta-Feira 13, a ação foi realizada em Santo Amaro, no interior da Bahia, e teve como alvo um grupo suspeito de utilizar documentos falsos para obter o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos em situação de vulnerabilidade social.
A Justiça Federal autorizou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão. As investigações apontam que a fraude funcionava havia aproximadamente dez anos. Nesse período, os suspeitos teriam criado identidades inexistentes ou utilizado documentos falsificados para solicitar benefícios assistenciais. Pelo menos 50 pagamentos são considerados irregulares.

Em alguns casos, uma mesma pessoa aparecia vinculada a vários benefícios diferentes, usando nomes e registros distintos para burlar os sistemas de controle e manter os repasses por longos períodos. Outro aspecto que chamou a atenção dos investigadores foi a atuação de supostos representantes legais dos beneficiários. Muitos deles não possuíam documentos que comprovassem essa condição e eram incluídos posteriormente nos cadastros já aprovados.
Fraude no INSS: Polícia Federal volta a agir em operação
A Polícia Federal também identificou situações em que benefícios suspensos pelo INSS foram reativados de forma suspeita, permitindo inclusive o recebimento de valores retroativos e ampliando os prejuízos causados ao sistema previdenciário. A apuração começou em 2025, após a identificação de indícios de irregularidades em benefícios concedidos a idosos.
Com o avanço das diligências, a PF e a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social confirmaram a existência de pessoas fictícias cadastradas e um padrão recorrente de fraudes envolvendo documentos de identificação. Os investigados poderão responder por estelionato qualificado contra a administração pública, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistemas da Previdência Social. As penas podem resultar em vários anos de prisão, além da obrigação de ressarcir os danos causados.





