O Governo Federal ligou o sinal de alerta de milhares de motoristas ao confirmar o planejamento para reconstruir o chamado trecho do meio. As intervenções devem ser feitas na BR-319, rodovia que interliga Manaus a Porto Velho. De acordo com o projeto, a ideia é elaborar um protocolo de maior controle ambiental na região.
Embora as discussões ainda estejam em andamento, são previstos investimentos iniciais de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. Esse valor elevado está diretamente ligado a mais de 170 passagens de fauna, 50 pontes e uma faixa de controle ambiental superior a 40 mil km². O trecho é chamado de Rodovia Álvaro Maia, contemplando cerca de 885 quilômetros.

Apesar de o trecho ser temido por grande parcela dos motoristas, é de extrema importância para o escoamento de pessoas e mercadorias por meio terrestre entre o Amazonas e Rondônia. Cumprindo agenda em Manaus, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o projeto será tratado com um olhar mais ambiental.
“Ela não é uma estrada qualquer, está situada em um lugar muito sensível da Amazônia, e, para autorizarmos fazer a estrada, estamos discutindo há meses o sistema de segurança ambiental mais seguro. Vamos trabalhar. Talvez seja a estrada que vai ser feita com o maior cuidado ambiental de qualquer estrada já feita em qualquer país do mundo. Será a estrada modelo de qualidade e preservação ambiental”, disse.
Maior desafio é destacado
Embora o planejamento contemple grande extensão, os pontos de maior cautela estão entre os quilômetros 250 e 655,7. Esse trecho requer grande atenção por atravessar uma área de floresta contínua e por integrar o processo de licenciamento ambiental da rodovia. Durante o período de chuvas intensas, partes da via acumulam lama profunda, atoleiros e trechos de circulação limitada.
Em contrapartida, no período de mais seca, os problemas mudam de forma, mas continuam afetando a circulação ao longo da rodovia. Nesse cenário, os condutores explicam que a poeira diminui a visibilidade, buracos potencializam o risco de avarias nos veículos e pontes antigas exigem atenção de motoristas que atravessam longas distâncias em áreas com pouca estrutura urbana próxima.






