DESMATAMENTO EM PAUTA

Em Manaus, Mourão diz que combate a ilícitos ambientais é prioridade, apesar de recordes

O general é presidente do Conselho Nacional da Amazônia, criado em 2020 para, dentre outras funções, combater os ilícitos na região através da força militar e de parcerias com órgãos governamentais

Waldick Júnior
online@acritica.com
30/06/2022 às 19:10.
Atualizado em 30/06/2022 às 19:10

(Foto: Waldick Júnior)

Em visita a capital amazonense nesta quinta-feira (30), o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, disse que o combate a ilícitos ambientais, como o desmatamento e as queimadas, “é prioridade” do governo federal. O general é presidente do Conselho Nacional da Amazônia, criado em 2020 para, dentre outras funções, combater os ilícitos na região através da força militar e de parcerias com órgãos governamentais. 

A fala ocorreu durante a abertura da Expo Amazônia, considerada a maior feira sobre bioeconomia e tecnologia da Região Norte do país. O evento vai até o sábado (2) e está sendo promovido pelo governo do Amazonas, Centro de Biotecnologia do Amazonas (CBA), ligado à Suframa, e outras instituições.

“Repressão a ilícitos ambientais é prioridade, mas não é suficiente. A experiência recente demonstra que a preservação da floresta somente estará assegurada quando a população da Amazônia contar com alternativas sustentáveis de emprego e renda”, disse o vice-presidente. 

Sem citar dados, Mourão disse ainda que “o aumento do índice de desmatamento ao longo da última década deixou [clara] a necessidade de estratégias mais efetivas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O presidente Bolsonaro prontamente respondeu a esse desafio com o estabelecimento, em 11 de fevereiro de 2020, do Conselho Nacional da Amazonia legal, e me designou para liderar essa missão”. 

Dados do próprio governo federal apontam que o desmatamento na região amazônica alcançou níveis recordes nos últimos anos, inclusive no período em que foi criado o Conselho Nacional da Amazônia Legal, há dois anos e meio. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente em 2021 foi desmatada uma área de 13.235 km², um aumento de 21,97% em comparação a 2020. O Amazonas, segundo o Inpe, corresponde por 17,73% de todo o desmatamento, atrás apenas do Pará (39,72%). 

Durante o pronunciamento, o vice-presidente criticou também a produção de energia em outros países e disse que o Brasil está no caminho certo nessa questão. “85% da nossa energia provem de energias renováveis, enquanto grande parte daqueles que nos criticam fora de nossas fronteiras fazem a sua energia por meio de carvão, a mais suja que existe no mundo”. 

O governo federal tem sido pressionado desde o início da gestão pela preservação da Amazônia, um tema considerado de preocupação mundial. Nesta semana, um relatório da Controladoria Geral da União (CGU) obtido pelo G1 apontou que o governo tem cerca de R$ 3,2 bilhões parados para destinação a novos projetos no Fundo Amazônia.

Segundo o próprio documento, o Ministério do Meio Ambiente colocou em risco a continuidade do Fundo e de políticas ambientais ao extinguir “sem planejamento e fundamentação técnica” colegiados ligados a essa iniciativa que recebe incentivos de outros países, como Alemanha e Noruega. 

“Estou confiante de que conseguiremos alcançar as metas de desmatamento ilegal zero até 2028 e de reduzir em 50% até 2030 nossas emissões de carbono, conforme acordamos na COP 26 no ano passado, em Glasgow, com a firme determinação do presidente Jair Bolsonaro”, pontuou o vice-presidente.

Mourão estava acompanhado do superintendente da Zona Franca de Manaus, general Algacir Antonio Polsin; do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvin; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Angelus Figueira; e do secretário municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), Radyr Gomes Júnior.

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