Sujeira

Toneladas de lixo flutuam nas águas de Manaus

Autoridades constatam que o problema está se agravando na capital amazonense

AFP
online@acritica.com
02/07/2022 às 14:58.
Atualizado em 02/07/2022 às 14:58

Diariamente, brigadas municipais coletam 30 toneladas de lixo que sujam as águas de rios, canais, costas e praias (Divulgação/Semulsp)

A imagem é difícil de acreditar: enormes e mau cheirosos tapetes de lixo flutuante se acumulam em rios e canais de Manaus, principal cidade da Amazônia legal.

Em uma ponte de São Jorge, bairro humilde no oeste da capital do Amazonas, a pá de uma escavadeira tira da água montes de resíduos como garrafas, botes de plástico e partes de eletrodomésticos acumulados nas águas, às vezes ao lado de palafitas.

Em outro ponto da cidade, no rio Negro, um dos maiores afluentes do Amazonas, funcionários vestindo macacões laranja recolhem detritos de canoa e os lançam em uma grande balsa coletora. Com a cheia do rio Negro nesta época do ano, o lixo chega a se enrolar nos galhos das árvores.

A cada dia, nesta cidade situada no coração da Amazônia, uma brigada municipal coleta 30 toneladas de lixo que sujam as águas de rios, canais, costas e praias. Em alguns pontos da cidade, os rejeitos são tantos e ficam tão acumulados que não se consegue ver a água.

Gravidade

Embora o problema se repita a cada ano, coincidindo com o fim da época das chuvas, as autoridades constatam que está se agravando.

Entre janeiro e maio de 2022, a prefeitura coletou e mais de uma centena de operações cerca de 4.500 toneladas de material, muitas vezes reciclável, lançadas na água pelos moradores da cidade.

"Mas também o pessoal que mora nas beiradas aqui joga lixo direto dentro dos igarapés. Pouca gente coloca na lixeira, acho que uns 20%. O pessoal que não ajuda a preservar a natureza", explica à AFP Antonino Pereira, um morador de 54 anos que se queixa do mau cheiro em São Jorge.

Para José Rebouças, vice-secretário de operações da Secretaria Municipal de Limpeza Pública de Manaus, resolver esta situação caótica requer uma mudança de hábito da população, o que pouparia o que a cidade gasta em limpeza: R$ 1 milhão (cerca de 190.000 dólares).

"A consciência da população vai ser muito gratificante para nossa cidade e principalmente para o nosso meio ambiente", assegura.

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