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A Crítica
Saúde

Creatina, whey e antidoping. O que pode barrar um jogador em copa?

Nutrólogo esclarece as principais dúvidas sobre a suplementação esportiva e explica o que é permitido e o que pode reprovar um atleta no exame antidoping.

Publicado em 01/07/2026 às 11h42
Creatina, whey e antidoping. O que pode barrar um jogador em copa?
Foto: imagem gerada por iA/nano banana

Com a Copa do Mundo de 2026 movimentando seleções e torcedores, um assunto que costuma aparecer só quando algum atleta é suspenso volta a ganhar destaque: o antidoping. Afinal, o que um jogador pode consumir sem correr riscos? Creatina, whey protein e cafeína entram nessa lista? E onde está o limite entre suplementação e doping?

Mais do que punir quem tenta obter vantagem, o exame antidoping existe para preservar a igualdade entre os atletas e garantir que o resultado dentro de campo seja consequência de treinamento, estratégia e preparação física. Em torneios como uma Copa do Mundo, o controle também ajuda a reforçar a credibilidade da competição.

Os testes podem ser realizados tanto após as partidas quanto durante os períodos de treinamento. A análise costuma ser feita por meio de amostras de urina, método mais comum, mas em alguns casos também há coleta de sangue, utilizada para identificar substâncias que nem sempre aparecem nos exames urinários.

Segundo o médico nutrólogo Dr. Felipe Gazoni, muitos suplementos populares entre praticantes de atividade física são permitidos pelas regras antidoping quando utilizados corretamente e com produtos de procedência confiável.


Dr. Felipe Gazoni, médico nutrólogo (Foto: Divulgação)

“Entre os suplementos permitidos e amplamente utilizados estão creatina, whey protein, proteínas vegetais, isotônicos e reposição eletrolítica, géis e suplementos de carboidratos, cafeína dentro das recomendações, além de vitaminas e minerais como vitamina D, ferro e magnésio”, diz o médico. 

O especialista explica que o problema começa quando entram em cena substâncias capazes de aumentar artificialmente o desempenho esportivo ou mascarar seu uso. Nesses casos, o atleta pode sofrer sanções severas, incluindo suspensão de competições.

“Entre as principais substâncias proibidas estão os esteroides anabolizantes, como testosterona e nandrolona; a eritropoetina (EPO), utilizada para aumentar a oxigenação muscular; o hormônio do crescimento (GH); estimulantes como anfetaminas e substâncias semelhantes; diuréticos usados para mascarar outras substâncias; além de métodos de manipulação sanguínea conhecidos como doping sanguíneo”, esclarece. 

Apesar da preocupação em torno dos suplementos, Gazoni destaca que eles representam apenas uma pequena parte da preparação de um atleta de alto rendimento. Na prática, fatores como alimentação equilibrada, hidratação adequada e recuperação entre os treinos costumam ter um impacto muito maior no desempenho.

“O mais importante é destacar que nenhum suplemento substitui uma estratégia nutricional bem estruturada. Muitas vezes, os maiores ganhos de rendimento vêm de ajustes simples na alimentação diária, hidratação e recuperação”, finalizou. 

Outro ponto de atenção é que suplementos adquiridos de fabricantes sem controle de qualidade podem conter substâncias proibidas não informadas no rótulo. Por isso, atletas profissionais costumam utilizar apenas produtos certificados e sempre com acompanhamento de médicos e nutricionistas especializados.

*com informações da assessoria