Um novo levantamento sobre qualidade de vida no Brasil revelou que 19 dos 20 municípios com os piores índices do país estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste. O dado reforça justamente o cenário de desigualdade que ainda marca diferentes partes do território brasileiro.
O estudo faz parte do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026), divulgado pelo instituto Imazon em parceria com outras organizações. A análise considerou os 5.570 municípios do país, usando 57 indicadores sociais e ambientais para medir as condições de vida da população.
Diferentemente de levantamentos focados apenas na economia, o IPS procura entender se a riqueza gerada realmente chega às pessoas. Por isso, entram na avaliação pontos como moradia, saúde, segurança, educação, inclusão social, acesso à informação e até mesmo qualidade ambiental.
Na última posição do ranking aparece Uiramutã, em Roraima, que registrou 42,44 pontos e foi apontada como a cidade com pior qualidade de vida do Brasil em 2026. Além dela, municípios como Jacareacanga, no Pará, Alto Alegre, em Roraima, Portel, no Pará, e Amajari, também em Roraima, aparecem entre os piores resultados.

Desigualdade continua concentrada em regiões específicas
O levantamento mostra que boa parte dessas cidades enfrenta dificuldades ligadas ao acesso a serviços básicos e infraestrutura. No entanto, problemas relacionados à inclusão social e aos indicadores ambientais também ajudam a explicar o desempenho mais baixo dessas localidades.
As regiões da Amazônia Legal concentram justamente parte dos municípios com as notas mais críticas do país. Apesar de a média nacional ter apresentado uma leve melhora em 2026, o estudo reforça que o Brasil ainda convive com diferenças profundas quando o assunto é desenvolvimento social e qualidade de vida.






