O modelo de trabalho 4×3, com quatro dias de atividade e três de descanso, vem chamando atenção pelo mundo. Ele busca equilibrar produtividade e qualidade de vida, mostrando que é possível reduzir a jornada sem cortar salários.
A Islândia começou com testes em larga escala e hoje permite jornadas de 35 a 36 horas semanais sem reduzir remuneração. Na Bélgica, trabalhadores podem escolher entre quatro ou cinco dias de trabalho, desde que haja acordo com o empregador.
A Nova Zelândia adotou o modelo em grandes empresas, com queda no estresse e aumento da satisfação. No Reino Unido, companhias recebem incentivos para testar a semana de quatro dias desde 2021.
O Japão subsidia a flexibilização da jornada, principalmente em Tóquio, para lidar com desafios demográficos e a baixa taxa de fertilidade. A Alemanha concluiu testes em 2024 e manteve a jornada reduzida em mais de 70% das empresas participantes.
Na África do Sul, 28 empresas de tecnologia testam o modelo desde 2022, mas setores tradicionais, como mineração, ainda enfrentam dificuldades. A Espanha apoia testes em empresas de médio porte, especialmente no setor de serviços.
No Brasil, o movimento VAT (Vida Além do Trabalho) critica a escala 6×1 e motivou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) a apresentar projeto de lei para adotar 36 horas semanais. No entanto, a proposta enfrenta resistência no Congresso.

Projeto ainda está em fase experimental
Justamente por esses desafios, a semana de quatro dias ainda é experimental em muitos países. Até mesmo setores tradicionais começam a considerar ajustes, mostrando que o 4×3 pode ser mais que uma tendência: uma mudança estrutural no mundo do trabalho.
Especialistas afirmam que essa jornada pode melhorar a saúde mental e reduzir o absenteísmo. Empresas que testaram relatam aumento na produtividade e na motivação dos funcionários, reforçando a ideia de que trabalhar menos dias não significa produzir menos.






