Um novo estudo indica problemas para idosos com mais de 60 anos de idade que passam muito tempo no celular. Segundo a pesquisa da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o uso excessivo de tela está associado a transtornos como insônia e ansiedade nessa parcela da população mundial.
Segundo a terapeuta ocupacional e pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da UFMG, Renata Maria Silva Santos, o estudo é resultado de diversas pesquisas realizadas ao redor do mundo. Os levantamentos avaliaram pessoas mais velhas e identificaram problemas ou melhorias na saúde mental.
As conclusões mostram que o uso do smartphone por parte dos idosos deixou de ser saudável quando começou a ocupar um papel central em suas rotinas. É algo que já acontece em outras idades, mas que tomou grande proporção entre as pessoas mais velhas de forma surpreendente.

De acordo com a terapeuta, as telas estão roubando as oportunidades de convivência e de realização das atividades normais do cotidiano. Por essa razão, é importante trazer os idosos para o centro do debate, visando educá-los a como se defender no ambiente digital, de modo a não cair em golpes e notícias falsas.
Os mais velhos são os que mais tendem a acreditar nas fake news que circulam nas redes sociais. Isso se deve ao fato de as informações falsas circularem em grupos de mensagem que, até pouco tempo, eram tidos como espaços confiáveis.
Medo de ficar desconectado
Além dos transtornos citados, outro fator que chama atenção é o medo de ficar desconectado. O medo de não estar presente no que acontece na internet é cada vez mais comum entre essa parcela da população e também preocupa os especialistas.
Por isso, é fundamental promover uma rotina saudável fora das telas, com a inclusão de esportes, atividades de lazer e convivência. Uma ação que deve ser promovida e incentivada pelos familiares e pessoas próximas.






