Terça-feira, 21 de Maio de 2019
CONFLITO

Eleição da diretoria da Vitória-Régia é marcada por impasse entre chapas

Duas chapas acusam atual presidente da escola, Didi Redman, de cadastrar familiares e amigos como sócios, o que não estaria obedecendo o estatuto



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Foto: Reprodução
04/05/2019 às 16:18

Um impasse envolvendo novos associados aptos a votar na Escola de Samba Vitória-Régia tem agitado os bastidores da eleição da nova diretoria da escola para o triênio 2019-2022. A escolha está marcada para amanhã, das 8h às 17h, na quadra da escola, Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus.

A chapa 01, encabeçada pelo atual presidente da escola, Didi Redman, que concorre à reeleição, tem sido acusada pelas duas chapas adversárias de ter cadastrado familiares, amigos e seus parentes como sócios contribuintes sem ter obedecido aos ritos previstos no estatuto interno da escola.

"Conforme nosso estatuto, esses sócios contribuintes deveriam estar quites com a tesouraria 90 dias antes do pleito para ter direito a votar. Só que não foi obedecido os ritos que regem nosso estatuto. Quais são: após a averiguação das fichas dos associados contribuintes, a relação deveria ser encaminhada ao Conselho Executivo para que conjuntamente com o presidente, fosse definido o valor da mensalidade, para que após isso, fosse convocado uma assembleia geral extraordinária, com edital publicado (com data, hora, local e pauta), que seria apenas para homologação dos novos associados, porém nada disso foi feito", denunciou um associado que pediu para não se identificar.

Conforme esse associado, como o quadro de sócios estava nas mãos do atual do presidente, ele cadastrou parentes e amigos próximos com suas famílias, "deixando praticamente fora as pessoas mais conhecidas da comunidade, pessoas que que desfilam na escola, pessoas antigas da comunidade, entre outros", detalhou o denunciante.

"Ele ainda teve a cara de pau de apresentar, em sua prestação de contas, um valor de R$ 17.160 referente a um patrocinador que pagou as mensalidades desses associados", disse.

O objetivo das chapas adversárias é tornar inválidos os votos desses novos associados contribuintes, alegando que nem o conselho executivo nem o conselho fiscal da escola reconhecem esses sócios por estarem infringirem o estatuto.

Resposta

Procurado pela reportagem, o advogado da Verde-e-Rosa, Ulisses Soares, comentou que o edital para novos associados foi publicado em julho do ano passado e ficou aberto até setembro, e que os 286 novos associados e os 28 novos conselheiros foram registrados antes do dia 4 de fevereiro desse ano, ou seja, dentro do prazo de 90 dias estabelecimento pelo estatuto da escola para que, assim, estejam aptos a votar na eleição de amanhã.

''As chapas adversárias não querem que os novos associados votem, mas não disseram nada a respeito dos novos conselheiros. Os novos sócios só não podem encabeçar chapas, mas podem votar. Até porque não há nada no estatuto da escola que proíba que parentes consanguíneos do presidente se tornem sócios'', disse, ressaltando que o pleito só será suspenso caso haja uma liminar do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o que até o momento não ocorreu.

Cerca de 286 associados e 56 conselheiros estarão aptos para escolher a nova diretoria da Vitória-Régia amanhã. O resultado será divulgado assim que a votação for encerrada, às 17h. 

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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