Terça-feira, 18 de Fevereiro de 2020
NOVOS HÁBITOS

Tarifa branca colabora para redução na conta de luz

Medida estendida para consumidores de residências de baixa tensão pode gerar economia em horários específicos



EUZIVALDO_QUEIROZ_E39003DC-0D3B-413A-AB7F-F4E5F36C35BE.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
09/01/2020 às 10:08

Desde o dia 1º de janeiro, consumidores de residências de baixa tensão em todo o País podem optar pela tarifa branca, modalidade que permite o controle de gastos por meio da utilização mais frequente de energia elétrica em horários não-convencionais ou fora do horário de pico (manhã, início da tarde e madrugada, por exemplo). 

A medida está prevista na Resolução Normativa nº 733/2016, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e não se aplica a consumidores residenciais de baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública. 



De acordo com orientações disponíveis no site do órgão (www.aneel.org.br), nos dias úteis a tarifa branca tem três valores: ponta, intermediário e fora de ponta. Esses períodos são estabelecidos pela agência e são diferentes para cada distribuidora. Sábados, domingos e feriados contam com a tarifa branca nas 24 horas do dia.

O consumidor deve analisar seu histórico de consumo antes de aderir à tarifa branca. Caso isso ocorra e a utilização do recurso for maior em períodos de ponta e intermediário, a conta sairá mais cara. O diretor-presidente da Amazonas Energia, Tarcísio Rosa, afirmou que a percepção efetiva do desconto entre os horários depende do comportamento do consumidor. 

“Considerando as tarifas aplicadas na área de concessão da empresa, a diferença entre a tarifa convencional e a tarifa branca fora ponta é 12%, em termos nominais”, explicou. Nos dias úteis, o valor da tarifa do fornecimento irá variar em três períodos: de ponta, das 20h às 22h59, com a energia bem mais cara; intermediário, das 19h às 19h59 e das 23h às 23h59, com a energia mais cara; e fora de ponta, das 0h às 18h59, com a energia bem mais barata.

 A dona de casa Marinete de Oliveira considera a medida boa para as finanças. Foto: Euzivaldo Queiroz

Rosa enfatizou que há diferenças entre bandeira tarifária e a modalidade tarifa branca. No primeiro caso, trata-se de acréscimos à tarifa de energia elétrica em função das condições de geração de energia no País e reflete a variação dos valores desse sistema, conforme a Resolução Normativa n° 547, de 16 de abril de 2013.
 
“Dependendo das usinas utilizadas para gerar energia, esses custos podem ser maiores ou menores”, explicou o diretor-presidente da Amazonas Energia. “Antes da adoção das bandeiras (tarifárias), as variações só eram repassadas no reajuste seguinte, o que poderia ocorrer até um ano depois. Com as bandeiras, a conta de energia passou a ser mais transparente e o consumidor tem a informação no momento em que esses custos acontecem”, acrescentou. 

A cor da bandeira é definida mensalmente e aplicada a todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional - SIN (regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e parte do Norte), ainda que haja redução de consumo. O acionamento da bandeira verde não vai implicar em cobrança adicional, o que não ocorre no caso das bandeiras amarela ou vermelha, devido ao maior gasto na geração de energia. A tarifa branca consiste em uma modalidade tarifária que permite ao consumidor controlar o consumo em função da hora e do dia da semana. 

Expectativas

Érica Silva, 36, trabalha junto com o irmão em um hortifruti na rua Ouro Preto, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, e acha que a medida deve beneficiar principalmente proprietários de grandes estabelecimentos. “Aqui, fechamos às 20h”, disse. “Ainda não sei como será o sistema dos horários em Manaus”, ponderou.
 
Ela mora com mais sete pessoas em uma residência localizada atrás do ponto e, devido às despesas com a conta de energia dos dois imóveis (cerca de R$ 600), os planos de investir em equipamentos para o comércio tiveram de ser adiados. A família não utiliza ar-condicionado e a máquina de lavar é limitada à função básica, sem centrifugação. “Desisti de vender polpa de frutas porque o freezer consumia muita energia. Os din-dins que vendo são colocados na geladeira”, explicou.
 
A cobradora Marinete Oliveira, 51, ainda não havia tomado conhecimento da medida, que considera uma boa estratégia para organizar as finanças e as tarefas do cotidiano. “Nosso gasto mensal é pequeno, entre R$ 110, R$ 140. Consumimos mais energia à noite”, disse Marinete, que mora com o marido e o filho e segue orientações para economizar, como restringir o uso da máquina de lavar a duas vezes por semana.

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Repórter de Cidades
Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Além de A Crítica, já atuou em uma variedade de assessorias de imprensa e jornais, com ênfase na cobertura de Cidades e Cultura.

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